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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Curso de Formação: "O Sofrimento Emocional na Relação de Ajuda"


Lisboa, 14 de Novembro (sábado das 10h às 18h);

Local: Policlínica do Areeiro, Av. Guerra Junqueiro, nº 15, 2º.

Duração: 7 horas

Preço: 45 euros. Desconto de 20% para estudantes e protocolos.

Data Limite de Inscrições 6 de Novembro de 2009

Objectivos:

Ajudar, no sentido de capacitar o outro, a fazer as suas escolhas, a aliviar o seu sofrimento implica ser capaz de disponibilizar de si, do seu tempo, para ouvir, para entender, enfim, disponibilizar parte de si mesmo.

Esta disponibilidade interna para entender o outro implica que estejamos familiarizados com o nosso mundo interno de forma a que quando nos propomos a ouvir não nos deparemos com ruídos internos que impedem de ajudar verdadeiramente o outro.

Esta acção pretende ajudar a desenvolver as capacidades de escuta activa e da capacidade contentora de cada um, visando a percepção sobre os aspectos que podem interferir de forma negativa na relação de ajuda ao outro.

Aprofundar conhecimentos sobre a génese do sofrimento emocional, segundo uma perspectiva dinâmica. Percepção da interacção entre o mundo interno e o externo
Através de técnicas expositivas e práticas, pretende-se o desenvolvimento de competências inerentes ao processo de ajuda.

Destinatários: Professores, Educadores, Psicólogos, Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Serviço Social, (outros técnicos que trabalhem em instituições de ajuda), Pessoas que trabalhem como voluntários na ajuda a outros, finalistas dos respectivos cursos.
Metodologia: Exposição teórica, Dinâmicas de grupo, jogos pedagógicos, estudo de casos e debates.

Conteúdo Programático:
· A formação do mundo interno. Interacção entre o mundo interno e o externo; o modo como o mundo interno condiciona a apreciação do mundo externo.
· A relação de objecto e a sua importância na formação do mundo interno;
· Os movimentos projectivos e introjectivos na relação com os outros
· O processo intersubjectivo, a importância das várias relações ao longo do ciclo de vida.
· A primeira entrevista;
· O processo de escuta activa;
· A ressonância empática;
· Vários níveis de empatia;
· Processos relativos à verdadeira relação de ajuda;
· Ruídos internos e a sua interferência no contexto de relação de ajuda;
· Comportamento não verbal e sua significação no contexto de relação.

Informações e Inscrições: 218 439 319 (das 14h às 20h) ; 96 23 62 861; 91 991 82 25 ou
email:
jesuscandeias@gmail.com
http: \\maria-jesuscandeias.blogspot.com

Acção de Formação: Dificuldades de Aprendizagem na Infância. Diagnóstico e Intervenção




LOCAL: Lisboa, Policlínica do Areeiro, Av. Guerra Junqueiro, nº 15 2º



Data:

31 de Outubro de 2009 (sábado das 10h às 13h e das 14h às 17h);
7 de Novembro de 2009 (sábado das 10h às 13h e das 14h às 17h);


Duração: 12Horas


Preço: 80 euros. Desconto de 20% para estudantes e protocolos.

DATA LIMITE PARA INSCRIÇÕES 26 de Outubro de 2009


Destinatários: Professores, Psicólogos, Educadores, Pedagogos, Técnicos de Serviço Social, Assistentes Sociais, Auxiliares de Educação, Pais, Estudantes e Todos os Interessados.

Objectivos: Nesta formação, é dada uma visão profunda dos diversos transtornos infantis envolvendo a aprendizagem, seja da leitura, da escrita, da fala, entre outras. No final da Formação os formandos deverão ter competências para identificar as dificuldades de aprendizagem das crianças, as melhores estratégias de intervenção e encaminhamentos necessários face à problemática identificada.


Metodologia: Exposição teórica, Dinâmicas de grupo, jogos pedagógicos, estudo de casos e debates.


  • Conteúdo Programático:
    · Conceitos e Tipos de Aprendizagem: Visual, Cinestésica e Auditiva;
    · Os caminhos neurológicos da Aprendizagem: Funções cognitivas (sensação, percepção, imaginação, emoções, memória, atenção e inteligência;
    · Introdução ao Diagnóstico de transtornos e dificuldades de aprendizagem:
    · Dislexia
    · Dislalia
    · Disgrafia
    · Discalculia
    · Transtornos Emocionais
    · Transtornos de Atenção
    · Hiperactividade
    · Sobredotação
    · Síndrome de Asperger
    · Autismo
    · Transtornos de comportamento opositor;
    · Ansiedade;
    · Estratégias de intervenção e encaminhamento;
  • Formadores:
    Maria de Jesus Candeias, Psicóloga Clínica no Agrupamento de escolas Avelar Brotero, Odivelas, Psicoterapeuta, Formadora Profissional.
Informações e Inscrições: 218 439 319 (das 14h às 20h) ; 96 23 62 861; 91 991 82 25 ou
email:
jesuscandeias@gmail.com
http: \\maria-jesuscandeias.blogspot.com

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Os castigos Como Método de educação das Crianças


Durante séculos as práticas educativas aplicadas ás crianças e adolescentes centravam-se na aplicação de castigos, corporais e humilhatórios, e ainda a retirada de coisas básicas à sobrevivência humana, tais como comida e afecto.

Ainda é muito comum ouvir dizer: portas-te mal não gosto de ti, não almoças, és feio. São exemplos do que não se deve dizer ás crianças.

Poderíamos pensar que hoje em dia, com a quantidade de estudos acerca do desenvolvimento
psicológico da criança, tais práticas que podemos apelidar de medievais, não existem ou estão quase em desuso. Engana-se o leitor.

A falta de informação existente acerca das repercussões desses hábitos, no desenvolvimento da
personalidade das crianças, e a falta de uma politica educativa que preze o bem estar psicológico da criança, leva a que ainda se utilize muito o castigo como forma de educação.

Pais e educadores que se vejam na necessidade de castigar deveriam primeiro reflectir se essa necessidade lhes vem da raiva, da vingança ou da fraqueza (sentimento de impotência).

A maior parte das vezes actuam sob o sentimento da raiva ou da vingança pela impotência que sentem face à criança ou adolescente que desautorizou ou infringiu alguma regra.

Os castigos têm um valor muito limitado porque a crianças não reagem por compreensão mas por medo.

Uma criança em situação de castigo não reflecte, apenas reage emotivamente e sente o sentimento do castigador. Por isso o castigo não pode actuar adequadamente.

Em vez de se castigar deve-se levar a criança a sofrer as consequências do seu agir percebendo o que o levou a cometer a acção e permitir-lhe um movimento de reparação. Pedir desculpa ou concertar o que estragou podem ser medidas eficazes, não culpabilizam e aliviam a criança da pressão do acto.

Explorar as motivações que levaram ao acontecimento ainda é mais útil.

Mas, para isso é preciso estar em relação com a criança ou adolescente e, estar em relação Requer disponibilidade afectiva e empatia.

Nem sempre o adulto está disponível. Então castiga, funcionando este como uma defesa do educador face ao ter que investir na relação com a criança ou adolescente.

O castigo fomenta o medo e até a teimosia e, pode reforçar a atitude porque a criança através do castigo cria uma relação com o educador que o pode ignorar caso a criança não faça asneiras para cativar a sua atenção.

O educador ou pai/mãe, ausente e ignorador do outro, passa assim a estar presente embora de forma negativa.


Certamente que já observaram a cena em que adultos se divertem e conversam, esquecendo-se das crianças ao lado. De repente uma criança parte algo para chamar a atenção dos adultos. Estes reagem mal, criticam.

Esta acção inconsciente da criança pretende castigar a atitude dos adultos que a ignoraram. Porém, aoinvés de compreenderem a intenção que está por baixo daquela acção, reagem só emotivamente ao castigo sem compreenderem a mensagem que estava naquela acção.

Tal como um objecto que a criança partiu para reclamar atenção do adulto, também o comportamento indesejado por exemplo mentir, roubar, fazer xixi na cama, agressividade entre outros tem sempre motivos inconscientes.

A atitude das crianças que actuam inadaptadamente ás normas sociais, têm um sentido mais
profundo e por isso o castigo é em princípio inconveniente.

Castigos são de uma maneira geral desresponsabilizadores para as duas partes. e o caminho mais fácil.

Em vez de proporcionarem um relacionamento pessoal e de levarem ao auto-domínio da criança/adolescente fomentam o distanciamento e a indiferença.

Ninguém se leva a sério.

A criança não aprendeu nada e o adulto lavou as mãos. Não se envolveu.
Passou uma mensagem de desamor.


Isto tem consequências catastróficas para a nossa vida social. Não se pensa, apenas se reage, ou age!

O mais forte leva o outro apenas a calar, mas depois de ter perdido a razão. Passou-se a uma não relação, contra qualquer identificação, sempre necessária à aprendizagem.


Da situação surge apenas a experiência de que força e direito se identificam, são face de uma mesma moeda.

O verdadeiro educador prescinde da força.

Esta despersonaliza e provoca agressividade, ou hipocrisia ou ainda uma sociedade de adaptados de potencialidades criativas apagadas.


O mau educador reage ao acto mas não à verdade que está por trás desse mesmo acto.

O bom educador tenta perceber o que está por detrás desse comportamento.

A criança ou adolescente sente-se abandonada e incorrespondida, no primeiro caso.

Educador e educando assumem os papéis de objectos que não os de sujeitos.

Segue-se uma cadeia de reacções despersonalizadoras.

As crianças refugiam-se no seu cativeiro da imaginação, da solidão e reagem segundo a sua personalidade e a sua relação com os interlocutores.

O amor e a estima, fundamento de toda a educação são ignorados.
O amor e a admiração adquirem-se por identificação e não por castigo.



Educador e pai que castiga de forma desmedida e não explicada não é amado, nem serve de modelo positivo que leva ao crescimento mental.

A adopção de regras e limites fazem-se por internalização e imitação das atitudes e dos valores do outro, figura de referência mais próxima, pais, educadores, professores, ídolos da juventude,
entre outros.

Se os adultos, pais ou educadores têm atitudes repressivas ao invés de educativas, até podem conseguir resultados, mas sempre pela via do medo, ou seja, a criança tem medo de perder o amor do adulto e reprime o comportamento.

Torna-se pois fundamental, mudarmos de paradigma.


É necessário abandonar os modelos de educação pela força, pela lei do mais forte!


É urgente Educar pelo modelo, pelo exemplo, num acto construtivo positivo, pela compreensão e pela atenção e disponibilidade interna para escutarmos activamente as crianças e os seus apelos!


sábado, 11 de julho de 2009

Workshop Auto-Conhecimento e Desenvolvimento Pessoal

O OUTRO EU
"Conhece-te a ti mesmo" Sócrates, séc. V a.c

Lisboa, 26de Setembro de 2009.


LOCAL: Policlínica do Areeiro, Av. Guerra Junqueiro, nº 15

Dinamizadora: Maria de Jesus Candeias (Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta)


Duração: 6 horas das 9h30 às 17h.

Destinatário: Homens e mulheres com mais de 17 anos.

Preço: 40 Euros (pagamento no acto de inscrição). Desconto de 20% para estudantes

METODOLOGIA: Dinâmicas de Grupo


DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO: 25 DE SETEMBRO de 2009

Limitado a 12 participantes.


Informações e Inscrições: Policlínica do Areeiro,

Tel.. 21 843 93 19 (14h às 20);

ou Tlm:96 23 62 861Tlm 91 991 82 25

ou email: jesuscandeias@gmail.com

Objectivos Específicos Workshop:


1. Identificar e exprimir o próprio estado de espírito; tomar consciência das próprias modalidades de reacção às situações.

2. Tomar consciência da postura que se assuma na vida, da capacidade de se expor e das próprias inibições.

3. Observar e tomar consciência dos aspectos positivos e negativos da própria personalidade

4. Analisar medos e receios que condicionam o comportamento e a livre expressão do SER

5. Favorecer a livre expressão dos próprios desejos de mudança; tomar consciência das próprias necessidades e condicionantes.

A Importância do Auto-Conhecimento
Todos nós percorremos um caminho de crescimento pessoal ao longo da vida. Somos o resultado de uma vida repleta de experiências: umas boas outras menos boas, que nos deixam marcam e condicionam a nossa forma de ser, de estar e de nos relacionarmos com os outros.
Certas vivências por serem demasiado dolorosas, são remetidas pela nossa mente para um nível inconsciente, como forma de protecção. Muitas das nossas emoções e sentimentos registam-se a um nível inconsciente.
O auto-conhecimento é a ponte que nos permite aproximar de nós mesmos, do nosso "OUTRO EU", dos nossos medos e sentimentos que, mesmo inconscientes, condicionam, muitas vezes, os nossos comportamentos e atitudes.
O auto-conhecimento é o caminho para nos relacionarmos de uma forma mais genuína com nós próprios e com o mundo exterior. Quanto mais nos conhecermos, melhor percebemos que a nossa vida é consequência do que sentimos e construímos interiormente.
O Desenvolvimento Pessoal é um processo longo e por vezes doloroso e que passa pelo auto-conhecimento, no fundo pela tomada de consciência e aceitação dos processos que ocorrem no nosso interior e que nos permitem alcançar um desejado e merecido estado de Satisfação.
Este crescimento passa pelo desenvolvimento de competências pessoais, emocionais e relacionais.
Este Workshop será uma primeira experiência a Viajar dentro de si!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Tristeza, Depressão e Experiência Infantil.


A tristeza é uma reacção normal e saudável a qualquer infortunio.

A maioria, se não todos, dos episódios mais intensos de tristeza é provocada pela perda, ou da previsão da perda, seja de uma pessoa amada, de lugares familiares e queridos, ou de papéis sociais.

Uma pessoa triste sabe quem ( ou o que) perdeu e anseia pelo seu retorno. Além disso, provavelmente buscará ajuda e consolo em algum companheiro em quem confia e, em alguma parte da sua mente acreditará que com o tempo e assistência conseguirá recuperar-se, ainda que apenas em parte.

Ainda assim, por vezes poder-se-a sentir deprimido durante algum tempo. A pessoa mentalmente sadia consegue atravessar fases de depressão e desorganização, delas saindo, depois de um periodo não excessivamente longo, com o comportamento, pensamento e sentimento já em vias de reorganização para interacções de um novo tipo.

O senso de competência e o valor pessoal (auto-estima) permanece intacto e o sujeito prossegue a sua vida.

O que explica então os graus mais ou menos intensos de desespero que são caracteristicos dos disturbios depressivos? e o sentimento de abandono, de rejeição e de desamor experiementados com tanta frequência pelos pacientes ?

Seligman (1973) chama a atenção para as razões pelas quais uma pessoa, tendo sido frequentemente mal sucedida na solução de certos problemas, sente-se desamparada e, mesmo quando enfrenta um problema que tem capacidade de resolver, tende a não fazer qualquer tentativa nesse sentido.


Se tentar, se tiver êxito, ainda assim pode considerar esse êxito como simples sorte. Esse estado de espirito, que Seligman designa como “ desamparo aprendido”, é responsável, segundo ele, pelo desamparo presente nos distúrbios depressivos.

Na maioria das formas dos distúrbios depressivos, inclusive o luto crónico, a principal questão em relação à qual uma pessoa se sente desamparada é na sua capacidade de estabelecer e manter relações afectivas.

O sentimento de desamparo pode, nesse caso, ser atribuído às experiências vivida pela pessoa na sua familia de origem durante a infância e que provavelmente continuam até uma fase adiantada da adolescência. Essas experiências são de três tipos:

1- É provável que a pessoa tenha passado pela experiência amarga de nunca ter estabelecido uma relação estável e segura com os seus pais, apesar de ter feito repetidos esforços para isso, inclusive de se ter esforçado ao máximo para atender as exigências deles e e talvez também as expectativas pouco realistas que tenham formulado a seu respeito. Essas experiências infantis fazem com que a pessoa desenvolva uma acentuada tendência a interpretar qualquer perda que possa sofrer mais tarde como mais um de seus fracassos em estabelecer e manter uma relação afectiva estável.

2- É provável que, muitas vezes, tenham dito à pessoa na sua infância, que ela era indigna de ser amada ( Portaste-te mal, não gosto de ti!), ou incoveniente ( Não aborreças, sai daqui!) ou inconpetente ( Já partiste isso, não tens tacto para nada!). Se passou por essas experiências de forma continuada desde a infância até à adolescencia, poderá ter desenvolvido um modelo de si mesmo de ser uma pessoa indigna de ser amada, indesejada, e de um modelo de figuras de apego ( pais ou substitutos) como sendo inacessíveis, ou rejeitadoras e punitivas. Sempre que uma pessoa assim, sofre uma adversidade, portanto longe de achar que os outros podem ajudá –la, espera deles hostilidade e rejeição. A maioria das pessoas sujeitas a estes modelos deprimem ainda durante a infância e adolescência, são o caso dos meninos “ hiperactivos” ou dos adolescentes com maus resultados escolares e caminhos de delinquência.

3- Num terceiro caso, houve mesmo uma perda real de um dos progenitores ou dos dois durante a infância, acarretando-lhe experiências muito desagradáveis ao nivel da segurança afectiva ( retirada das familias, adopção, entrega a familias de acolhimento, abandono e morte dos pais) quando as figuras substitutas não conseguem ser afectivas e seguras para que a vinculação se estabeleça novamente.

O contacto com experiências do tipo descrito aqui, contribui para explicar o desanimo e desamparo aprendidos da pessoa deprimida.

Só uma nova experiência de vinculação a alguém que seja seguro, poderá ser reparadora.

Essa experiência tem que ser no âmbito do psicoterapia.

O procurar ajuda atempadamente poderá minimizar de imediato um sofrimento inimaginável para as pessoas sadias. Dai a dificuldade da familia em perceber na maioria das vezes os sentimenos e o comportamento das pessoas deprimidas. No caso das crianças e adolescentes, quanto mais cedo iniciar uma psicoterapia, mais probabilidades tem de na adultez vir a ter uma vida normal e sem sofrimento.

No caso dos adultos, ao fim de algumas sessões o alivio dos sintomas tende a instalar-se e as melhorias na qualidade de vida surgem dia a dia.

No entanto nem todas as pessoas deprimidas procuram ajuda, precisamento pelo “ desanimo aprendido”, então se as figuras da sua infância não o souberam amar ( não significa que não tenham amado, foi a leitura que a pessoa fez, mas no entanto por vezes não amaram mesmo), como é que a relação terapeutica pode ser boa e reparadora? Neste caso o papel dos familiares é fundamental. Quando a pessoa precisa de ajuda e resiste a ir a uma consulta, os familiares poderão marcar consulta em conjunto ( pais/ filhos pequenos ou adolescentes, maridos/ esposas, etc), sendo a consulta para a familia e, deixar ao psicoterapeuta a tarefa de “ convencer” a pessoa a iniciar um tratamento.

Volto a referir que os medicamentos antidepressivos só em algumas situações se aplicam e que só a psicoterapia ajuda a resolver o problema.

O que acontece, na maioria das pessoas deprimidas ,são a frequencia de consultas de psiquiatria só com intervenções farmacológicas e um arrastar da doença anos a fio nas mãos de profissionais, ou mal informados, ou a acreditarem que resolvem tudo.

Cabe à familia muitas vezes, encaminhar os doentes incapazes de tomarem uma decisão porque assim o aprenderam quando lhe foi incutido um sentimento de inutilidade e de incapacidade.

domingo, 7 de junho de 2009

PSICOTERAPIA DE GRUPO. Abertas as Inscrições!

Estão abertas as inscrições para Grupos Terapêuticos, para o tratamento de várias problemáticas:
CRIANÇAS:
  • Dificuldades de relacionamneto e inibição social;
  • Problemas do sono - pesadelos e insónias
  • Problemas relacionados com o desempenho escolar
  • Problemas relacionados com a alimentação
  • Problemas de comportamento - Agressividade e violência
  • Medos e ansiedade (fobias e ansiedade)
  • Tristeza, apatia e indiferença (depressão)
ADOLESCENTES:


  • Problemas relacionados com o corpo e a imagem corporal
  • Problemas relacionados com a alimentação
  • Problemas relacionados com a formação da identidade
  • Problemas relacionados com a sexualidade
  • Problemas de comportamento e agressividade
  • Problemas na vida familiar( relação pais-filhos)
  • Problemas depressivos e ansiosos e fóbicos
  • Problemas com a integração num grupo de amigos

ADULTOS
  • Perturbações ansiosas, tais como fobias, pânico, stress, stress pós-traumático, etc.
    Perturbações depressivas e lutos (associados à perda de pessoas afectivamente significativas).
  • Problemas com o àlcool.
  • Problemas com consumos de outras substâncias tóxicas.
  • Perturbações psicossomáticas
  • Perturbações alimentares
  • Dificuldades ao nível das relacões interpessoais ( Timidez, anti-social, agressividade, etc)
  • Perturbações ao nível da dinâmica conjugal e familiar e, de modo geral, ao nível das relações interpessoais (colegas de trabalho, de estudo, amigos, etc.)


E, de modo geral, para muitas outras problemáticas tratadas também através da psicoterapia individual


Os grupos são organizados de acordo com as caracteristicas individuais e semelhanças das problemáticas entre os pacientes.

Os grupos contém entre 5 a 8 elementos, com sessão semanal de 90 minutos.

A escolha da Psicoterapia de Grupo (em vez da Psicoterapia Individual) depende da motivação do paciente e da avaliação que o terapeuta faz das necessidades terapêuticas do paciente.
Há grupos distintos para Crianças, Adolescentes e Adultos.


COMO FUNCIONA?
Há 3 passos essenciais:
1º é realizada uma primeira consulta: Consulta Inicial de Avaliação nesta, o terapeuta ouve os motivos e compreende as motivações do paciente, ajuda a organizar os objectivos terapêuticos e avalia (em conjunto com o paciente) se a terapia de grupo é a opção mais adequada para resolver as dificuldades apresentadas.
2º Realizam-se algumas Sessões de Preparação Individual (o número de sessões é combinado com o terapeuta em função da data previsível de entrada no grupo).
Aqui, são esclarecidas dúvidas, expectativas e receios iniciais; são fornecidas indicações concretas sobre como aproveitar o melhor possível a terapia de grupo; e são estabelecidas regras importantes, entre as quais a regra ética fundamental da confidencialidade (sigilo rigoroso sobre o que cada paciente revela no grupo), a ausência de contacto entre os pacientes fora do grupo, etc.
3º Início ou entrada no Grupo.
Importa sublinhar que existem algumas características especiais para que o Tratamento em Grupo seja bem sucedido: algumas delas incluem a necessidade de os elementos do grupo serem desconhecidos entre si antes de entrarem para o grupo, o não poderem estabelecer contactos fora do grupo, etc. Estas e outras características são enunciadas e explicadas pelo terapeuta na primeira sessão.
VANTAGENS DA PSICOTERAPIA DE GRUPO
a) As pesquisas científicas demonstram que a terapia de grupo é, em alguns casos, mais eficaz para melhorar as relações e sintomas associados a certas patologias.
b) Em termos económicos, cada paciente pode pagar menos de metade e ter acesso ao dobro das sessões ( cerca de 20 euros por sessão).
1- O QUE É A PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA DE GRUPO?
A psicoterapia psicanalítica de GRUPO tem princípios teórico-clínicos semelhantes aos da psicanálise e da psicoterapia psicianalítica INDIVIDUAL, destinando-se também ao tratamento de perturbações psicológicas, de problemas de personalidade/relacionamento e dos factores inconscientes que afectam todo o funcionamento mental do paciente.

2- QUAIS SÃO AS VANTAGENS DE SER EM GRUPO?
Com a ajuda do terapeuta e dos outros participantes, a terapia de grupo permite descobrir, transformar e enriquecer o modo de Relacionamento Interpessoal de cada um dos membros. O grupo de terapia proporciona:

a) Sentimentos de conforto e amparo através de um ambiente de suporte, respeito e empatia.
b) Uma troca mútua e gratificante de experiências afectivas importantes, permitindo que cada indivíduo se observe, se reconheça e se re-invente na relação com os outros.

3 - A QUEM SE DESTINA?



A pessoas com Disponibilidade Psicológica – ou seja, com disposição e motivação para:

a) Examinar os seus próprios sentimentos e comportamentos, para ouvir e ser ouvido num contexto de interacção afectiva.


b) E para alterar ou resolver os aspectos de si mesmo que lhe causam diversos graus de sofrimento e incapacidade.

4- QUE RESULTADOS ESPERAR?
É legítimo esperar vários resultados significativos:
A) Cada membro do grupo, ao ouvir os outros e ao colocar-se no seu lugar, aprende a descobrir aspectos importantes sobre si mesmo – por exemplo:
Como se comporta com os outros (quais os seus pontos fortes e fracos); como os outros o vêem realmente (tenso, afectuoso, indiferente, etc.; porque faz o que faz na relação com os outros (ou seja, entende as suas motivações profundas e verdadeiras).
B) O paciente torna-se uma melhor testemunha do seu próprio comportamento, e logo compreende melhor o impacto desse comportamento sobre os sentimentos e opiniões dos outros.
C) Compreende de que forma ele próprio é o autor e protagonista da sua história de vida e das suas relações com os outros. Sendo o protagonista, o paciente tem o poder de mudar os aspectos que o fazem sofrer.
D) Transforma os comportamentos e relações que lhe causam sofrimento, em novas maneiras de estar com os outros, mais gratificantes, com menos sofrimento e menos sintomas.

E) Gradualmente começa a arriscar essas novas maneiras de estar com os outros, não só no grupo, mas também no exterior: a ansiedade social diminui, aumentam a auto-estima e a confiança nas suas relações presentes e futuras.

Para mais informações, contacte-me!

sábado, 6 de junho de 2009

SER MÃE: Da Normalidade à Patogenia

O discurso da mãe é importante pelo nome que dá ás coisas, ensina os significados.


Assim é ela a fundadora dos valores e das auto-representações da criança. Esta é a função normal.

Mas, por vezes a mãe dá um duplo sentido ao seu discurso ( double-bind) levando á confusão mental da criança, ficando estas perdidas em papeis de perdedores e desqualificados. São o tipo de mães que dizem “ eu te ordeno que não deixes ninguém mandar em ti” ou diz em altos berros “ não grites”. A criança fica presa nas malhas de um duplo vinculo.

Outro aspecto é a mãe poder emprestar as suas “funções de ego”, como as capacidades de perceber, pensar, juízo crítico etc, de modo a organizar e processar as funções do ego do seu filho enquanto este ainda não as tem desenvolvidas.

Um aspecto importante das funções da mãe é ela representar para a criança um espelho em que esta se vai reconhecendo. Reconhecendo como ser amado.

Winnicot, psicanalista inglês já falecido dizia “ o primeiro espelho da criatura humana é o rosto da mãe, o seu olhar, sorriso, expressões faciais etc

Outro aspecto é o reconhecimento das angustias mas também das capacidades do seu filho, nomeadamente dos pequenos progressos (para a criança enormes) que ele esteja conseguindo.

Deve-se favorecer na formação do psiquismo da criança representações valorizadas e admiradas tanto pela mãe como pelo pai.

É relevante a imagem que a mãe tem do pai, pois é esta que lhe passará.
Da mesma forma as representações que a mãe tem do potencial do seu filho tornam-se parte importante das representações que este terá de si próprio.

Os filhos não gostam de desiludir os pais e se os pais não valorizarem e acreditarem no filho este vai acabar por ser um fracassado.

A mãe é pois um importante modelo de identificação para o filho.

Uma adequada maternagem deve facilitar uma lenta e gradual dessimbiotização ( separação) e abrir caminho para a entrada em cena de um pai, passando de uma diade para uma relação a três, passando a criança a reconhecer a existência de terceiros numa relação.

A criança passa de um estado de narcisismo para um estado de socialismo, introduzida pelo pai na sociedade.

Uma adequada maternagem implica não só a essa necessária presença da mãe, mas também a condição de saber estar ausente e, com isso, promover uma progressiva e necessária " desilusão das ilusões" em que o bebé aprende a estar sozinho.

Isso remete-nos a uma função essencial de uma boa maternagem : a de frustrar adequadamente.

As frustrações, alem de inevitáveis, também são indispensáveis ao crescimento emocional e cognitivo da criança.

No entanto se forem demais ou não existirem, as frustrações, também são patogénicas.

As frustrações em demasia podem ser evitadas, pois tornam-se fonte de dor e castigo, pouco saudável e fonte de revolta.

O nunca ser frustrado leva a uma confusão sobre o que é interno e externo, a uma ausência de limites e a um sentimento de omnipotência.

As frustrações incoerentes são de igual forma perniciosas. Neste caso da incoerência podemos falar das frustrações ambientais que podem ter sido excessivas e inadequadas, o bebé reage agressivamente com a emissão de sinais de forte agitação, como á espera de que alguém contenha as suas sensações e emoções ainda primitivas, intoleráveis ao pequenos ser. A mãe nestes casos, confunde as sensações, não as descodifica e vai provocando um terror sem nome.

Uma mãe suficientemente boa (Winnicott) tendo em conta as diferenças individuais, deve preencher os seguintes requisitos:
-Ser provedora das necessidades básicas do filho ( sobrevivencia fisica, e psiquica: alimentos, agasalhos, calor, amor, contacto fisico, etc.)
-Exercer a função de para-excitação dos estimulos que o ego imaturo do bebé não consegue processar pela sua natural imaturidade neurofisiológica. É vulgar ver mães sem saberem fazer quando um bebé esta carregado de estimulos e chora muito. Ou abanam a criança até á exaustão, ou ignoram-na deixando-a á sua sorte num choro sem fim. Bastava um pouco de calma e contenção e algum colo que desse protecção.
-Possibilitar uma simbiose adequada: as sensações corporais acima referidas adquirem na criança uma dimensão enorme. A mãe deve emprestar o seu corpo á criança e assim dar sentido a essas sensações possibilitando o "encaixe" dos corpos de ambos, o que se traduz na forma como a mãe pega na criança quando cuida dela para a alimentar, cuidar da higiene etc.
-Compreender e descodificar a arcaica linguagem do bebé. O bebé comunica através do choro. Chora quando quer comer, quando tem dores, quando está com frio ou calor, quando tem as fraldas sujas. Cabe á mãe descodificar esta linguagem. Quando a mãe baralha tudo e alimenta quando não tem fome, agasalha quando tem calor, está a criar confusão mental ( mundo da psicose) abrindo a porta para a doença.
-Ser uma presença continuada que " entende e atende" as necessidades básicas do bébe, o que lhe vai proporcionar um senso de continuidade, baseada na prazerosa sensação de que ela " continua a existir"


Saúde Mental Juvenil: 30% dos Adolescentes Portugueses autolesionam-se — Estudo Aponta Fatores de Risco e Falhas nas Respostas Familiares e Escolare

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