segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quando é que a ansiedade se torna uma doença?


A ansiedade é uma emoção normal que existe em todos os seres humanos e de extrema importância para a sobrevivência.

É com a ansiedade que nós aprendemos a proteger-nos dos perigos fisicos e psicológicos.

Ficamos ansiosos quando antevemos o perigo de sermos assaltados, agredidos física ou verbalmente, dos nossos filhos serem atropelados na rua, entre muitas outras situações em que a ansiedade nos impele a preservar a integridade.

Portanto, a ansiedade é uma emoção reguladora da sobrevivência da espécie e como tal através da sua acção o ser humano aprende a defender-se do perigo. Esta é a função normativa da ansiedade, que, se estiver regulada(uma ansiedade normativa) desaparece rapidamente e, actua sobretudo como estimulante, ou seja, o ser humano precisa de manter níveis de ansiedade normais, para que consiga efectuar tarefas de qualquer natureza.

Quando o homem deixa de conseguir regular a ansiedade é porque ela se tornou patológica, logo fora do controlo da pessoa. Pode ter niveis de ansiedade elevados ao máximo,como pode não possuir qualquer ansiedade normal, que seja geradora de algum tipo de trabalho ou actividade. Em ambos os casos falamos de patologia.

O que é que causa a ansiedade?

As dificuldades da vida são normalmente o factor desencadeante da ansiedade patológica e nos casos agudos da angústia.

Além disso as dificuldades pessoais de inserção na sociedade, os conflitos internos do domínio afectivo, emocional e sexual podem conduzir a uma sintomatologia ansiosa.

As investigações indicam que toda a pessoa que sofre de ansiedade grave tem um profundo sentimento de desamparo psíquico oriundo de relações parentais pouco seguras ou de uma insegurança total, portanto, o que subsiste é o sentimento de desamparo e sentimentos depressivos.

Há relação entre ataque de pânico, fobias e ansiedade?

Claro que há. A fobia é um medo irracional de um objecto/animal ou situação. Os ataques de pânico são uma manifestação aguda de angústia sem causa aparente declarada, que podem paralisar um indivíduo através da sensação de asfixia ou medo de morrer. Todo este conjunto de sintomas não são mais que expressões diferentes de ansiedade.

Há alguma relação entre ansiedade e depressão?

A ansiedade faz parte do quadro clínico da depressão e está associada às alterações de humor e aos estados depressivos.

Podemos assim dizer que todas as pessoas que sofrem de depressão têm graus mais ou menos intensos de ansiedade, assim como quem sofre de ansiedade está deprimida ou em vias de deprimir.

Quais são os sintomas da ansiedade grave?
A ansiedade é acompanhada de vários sintomas físicos:
  • aceleração respiratória,
  • alteração do batimento cardíaco,
  • xixis frequentes,
  • diarreia frequente,
  • desfalecimento das pernas,
  • palidez,
  • contracção ou relaxamento do musculo facial,
  • sudação das palmas das mãos ( resposta galvânica da pele),
  • sudação de todo o corpo,
  • sensação de vertigem.
 Como é que a ansiedade evolui de normal para patológica?
Quando a pessoa já não consegue controlar as emoções e sente-se num estado de ansiedade generalizado, ou seja, em todas as situações da sua vida quotidiana. As emoções descontrolam-se, o cérebro deixa de produzir neurotransmissores e a ansiedade instala-se impedindo a pessoa de funcionar. Aparecem as mais diversas fobias, ou ataques de pânico, geradores de um desconforto enorme.

  O que é e como se manifesta a ansiedade generalizada?

A Ansiedade Generalizada manifesta-se por um estado de tensão, duma inquietude permanente, sem que algum acontecimento exterior o possa explicar. São pessoas que estão permanentemente em sobressalto e sofrem com isso. O sintoma-chave é uma ansiedade ou um medo não realista, e excessivo, face a acontecimentos futuros.

  As queixas somáticas são: dores de estômago, dores de cabeça (cefaleias), diarreia, suores e transpiração excessiva, vertigens.... Esta psicopatologia torna-se um handicap porque torna a vida complicada e difícil de ser vivida, nomeadamente no quotidiano, no trabalho e nas relações pessoais.

  Estima-se que a sua prevalência seja de 3 a 7%, com uma incidência mais elevada nos filhos mais velhos e nos filhos únicos. São pessoas muito conscienciosas e que têm necessidade de serem tranquilizadas permanentemente.
  
A ansiedade generalizada evolui para doença: transforma-se em fobias e obsessões /compulsões.

  Tratamento da ansiedade

Sofrer de perturbação da ansiedade não é nenhuma banalidade nem uma fatalidade.

Os tratamentos para cada tipo de ansiedade variam e são estabelecidos em função da natureza do problema (fobias, obsessões, pânico, etc.) e estabelecidos em função da personalidade do sujeito que as sofre.

Podemos encontrar ansiedades que se exprimem por outros tipos de sintomas como por exemplo, no caso de homens com ejaculação precoce, ou com impotência sexual, ou casais que há muito tempo tentam ter um filho, etc., depois de se terem realizados os despistes e exames médicos necessários, e ter-se verificado a ausência de efeitos fisiológicos, verifica-se que a ansiedade e a perturbação emocional são um factor enorme e responsável, na manutenção dessas dificuldades.

Ou ainda, pessoas que encontram no álcool, ou nas drogas, um escape para verem as suas angústias e preocupações aliviadas, e acabam por entrar num esquema traiçoeiro onde num primeiro momento as utilizam como qualquer coisa que ajuda a ficar mais calmo e que até dá prazer, mas mais tarde num esquema de dependência.

 Os exemplos podem ser vários, mas o importante a saber é que, uma grande parte das ansiedades patológicas são curáveis, outras serão susceptíveis de melhoramentos consideráveis que permitem, na generalidade, devolver às pessoas uma vida normal.
  
O tratamento é combinado em algumas situações, ou seja, com terapia medicamentosa ansioliticos e antidepressivos e psicoterapia em simultâneo.
  
Saliento que só a medicação não resolve o problema é sempre necessário fazer a psicoterapia.
O objectivo da medicação é ajudar a psicoterapia.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Psicoterapia de Grupo:Abertas as inscrições. Início Fevereiro


Estão abertas as inscrições para Grupos Terapêuticos, para o tratamento de várias problemáticas:

ADULTOS:
  • Perturbações ansiosas, tais como fobias, pânico, stress, stress pós-traumático, etc.
  • Perturbações depressivas e lutos (associados à perda de pessoas afectivamente significativas).
  • Problemas com o àlcool.
  • Problemas com consumos de outras substâncias tóxicas.
  • Perturbações psicossomáticas
  • Perturbações alimentares
  • Dificuldades ao nível das relacões interpessoais ( Timidez, anti-social, agressividade, etc)
  • Perturbações ao nível da dinâmica conjugal e familiar e, de modo geral, ao nível das relações interpessoais (colegas de trabalho, de estudo, amigos, etc.)
CRIANÇAS:


  • Dificuldades de relacionamento e inibição social;  
  • Problemas do sono - pesadelos e insónias  
  • Problemas relacionados com o desempenho escolar  
  • Problemas relacionados com a alimentação  
  • Problemas de comportamento - Agressividade e violência  
  • Medos e ansiedade (fobias e ansiedade)  
  • Tristeza, apatia e indiferença (depressão)
 ADOLESCENTES:
  •  Problemas relacionados com o corpo e a imagem corporal 
  • Problemas relacionados com a alimentação 
  • Problemas relacionados com a formação da identidade 
  • Problemas relacionados com a sexualidade 
  • Problemas de comportamento e agressividade 
  • Problemas na vida familiar( relação pais-filhos) 
  • Problemas depressivos e ansiosos e fóbicos 
  • Problemas com a integração num grupo de amigos 
 Os grupos são organizados de acordo com as caracteristicas individuais e semelhanças das problemáticas entre os pacientes.

Os grupos contém entre 5 a 8 elementos, com sessão semanal de 90 minutos, com um custo de 25 euros por sessão.

A escolha da Psicoterapia de Grupo (em vez da Psicoterapia Individual) depende da motivação do paciente e da avaliação que o terapeuta faz das necessidades terapêuticas do paciente.

Há grupos distintos para Crianças, Adolescentes e Adultos.

 COMO FUNCIONA?

Há 3 passos essenciais:
1º é realizada uma primeira consulta: Consulta Inicial de Avaliação – nesta, o terapeuta ouve os motivos e compreende as motivações do paciente, ajuda a organizar os objectivos terapêuticos e avalia (em conjunto com o paciente) se a terapia de grupo é a opção mais adequada para resolver as dificuldades apresentadas.

 2º Realizam-se algumas Sessões de Preparação Individual (caso o terapeuta sinta que há necessidade) o número de sessões é combinado com o terapeuta em função da data previsível de entrada no grupo).
Aqui, são esclarecidas dúvidas, expectativas e receios iniciais; são fornecidas indicações concretas sobre como aproveitar o melhor possível a terapia de grupo; e são estabelecidas regras importantes, entre as quais a regra ética fundamental da confidencialidade (sigilo rigoroso sobre o que cada paciente revela no grupo), a ausência de contacto entre os pacientes fora do grupo, etc.
 3º Início ou entrada no Grupo.  

Importa sublinhar que existem algumas características especiais para que o Tratamento em Grupo seja bem sucedido: algumas delas incluem a necessidade de os elementos do grupo serem desconhecidos entre si antes de entrarem para o grupo, o não poderem estabelecer contactos fora do grupo, etc. Estas e outras características são enunciadas e explicadas pelo terapeuta na primeira sessão.

VANTAGENS DA PSICOTERAPIA DE GRUPO
a) As pesquisas científicas demonstram que a terapia de grupo é, em alguns casos, mais eficaz para melhorar as relações e sintomas associados a certas patologias.
b) Em termos económicos, cada paciente pode pagar menos de metade e ter acesso ao dobro das sessões ( cerca de 25 euros por sessão).

  QUAIS SÃO AS VANTAGENS DE SER EM GRUPO?

Com a ajuda do terapeuta e dos outros participantes, a terapia de grupo permite descobrir, transformar e enriquecer o modo de Relacionamento Interpessoal de cada um dos membros. O grupo de terapia proporciona:

 a) Sentimentos de conforto e amparo através de um ambiente de suporte, respeito e empatia.

b) Uma troca mútua e gratificante de experiências afectivas importantes, permitindo que cada indivíduo se observe, se reconheça e se re-invente na relação com os outros.
3 - A QUEM SE DESTINA? 
A pessoas com Disponibilidade Psicológica – ou seja, com disposição e motivação para:
a) Examinar os seus próprios sentimentos e comportamentos, para ouvir e ser ouvido num contexto de interacção afectiva.
b) E para alterar ou resolver os aspectos de si mesmo que lhe causam diversos graus de sofrimento e incapacidade.

   QUE RESULTADOS ESPERAR?
É legítimo esperar vários resultados significativos:
A) Cada membro do grupo, ao ouvir os outros e ao colocar-se no seu lugar, aprende a descobrir aspectos importantes sobre si mesmo – por exemplo: Como se comporta com os outros (quais os seus pontos fortes e fracos); como os outros o vêem realmente (tenso, afectuoso, indiferente, etc.; porque faz o que faz na relação com os outros (ou seja, entende as suas motivações profundas e verdadeiras).

B) O paciente torna-se uma melhor testemunha do seu próprio comportamento, e logo compreende melhor o impacto desse comportamento sobre os sentimentos e opiniões dos outros.

C) Compreende de que forma ele próprio é o autor e protagonista da sua história de vida e das suas relações com os outros. Sendo o protagonista, o paciente tem o poder de mudar os aspectos que o fazem sofrer.

D) Transforma os comportamentos e relações que lhe causam sofrimento, em novas maneiras de estar com os outros, mais gratificantes, com menos sofrimento e menos sintomas.

E) Gradualmente começa a arriscar essas novas maneiras de estar com os outros, não só no grupo, mas também no exterior: a ansiedade social diminui, aumentam a auto-estima e a confiança nas suas relações presentes e futuras.

Para mais informações, contacte-me!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O que é a psicoterapia?

O termo psicoterapia (do grego psykhē - psique, alma, mente, e therapeuein - cuidar, curar; primeira referência refere-se às intervenções psicológicas que buscam melhorar os padrões de funcionamento mental do indivíduo e o funcionamento de seus sistemas interpessoais (família, relacionamentos etc.). Como todas as formas de intervenção da psicologia clínica, a Psicoterapia:

• utiliza meios psicológicos para atigir um fim específico (a cura ou diminuição do sofrimento, stress ou incapacidade do paciente, geralmente causado por um transtorno mental),

• baseia-se no corpo teórico da psicologia e

• é praticada por UM ESPECIALISTA EM PSICOCOTERAPIA: O PSICOTERAPEUTA ( que terá por formação de base a Psicologia ou a Psiquiatria, tendo realizado uma formação posterior como Psicoterapeuta)

• Ocorre num determinado contexto formal que pode ser (individual, em casal, com a presença de familiares, em grupo - de acordo com a indicação).

Em linguagem comum, o termo "psicologia" é muitas vezes usado no lugar de "psicoterapia". Em linguagem mais própria, no entanto, "psicologia" refere-se à ciência e "psicoterapia" ao uso clínico do conhecimento obtido por ela. Da mesma forma, costuma haver confusão entre os termos "psicoterapia" e "psicanálise". Enquanto aquela refere-se ao trabalho psicoterapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo, psicanálise refere-se ao trabalho baseado nas teorias oriundas do trabalho de Sigmund Freud; "psicoterapia" é, assim, um termo mais abrangente, englobando outras linhas teóricas além da psicanalítica.

O funcionamento da psicoterapia

Uma vez confirmado o efeito positivo da psicoterapia sobre a saúde mental dos pacientes, a pesquisa empírica começou a voltar sua atenção a uma pergunta muito mais difícil de ser respondida: como, com que mecanismos, é que ela funciona?

Fases de mudança do paciente:

O processo terapêutico começa, para o paciente, antes da terapia em si e termina somente muito depois de sua conclusão formal. Podemos dizer que o processo ocorre ao longo de seis fases :

1. Fase "pré-contemplativa" (precontemplation stage): é a fase da despreocupação. O paciente não tem consciência de seu problema e não tem a intenção de modificar o seu comportamento - apesar de as pessoas a sua volta estarem cientes do problema. Nesta fase os pacientes só procuram terapia se obrigados;

2. Fase "contemplativa" (contemplation stage): é a fase da tomada de consciência. O paciente se dá conta dos problemas existentes, mas não sabe ainda como reagir. Ele ainda não está preparado para uma terapia: está ainda pesando os prós e os contras;

3. Fase de preparação (preparation): é a fase da tomada de decisão. O paciente se decide pela terapia - nesta fase o meio social pode desempenhar um papel muito importante;

4. Fase da acção (action): o paciente investe - tempo, dinheiro, esforço - na mudança. É a fase do trabalho terapêutico propriamente dito;

5. Fase da manutenção (maintenance): é a fase imediatamente após o fim da terapia. O paciente investe na manutenção dos resultados obtidos por meio da terapia e introduz as mudanças no seu dia-a-dia;

6. Fase da estabilidade (termination): é a fase da cura. Nesta fase o paciente solucionou o seu problema e o risco de uma recaída não é maior do que o risco de outras pessoa para esse transtorno específico.

Fases da terapia

A terapia em si se desenvolve em quatro fases consecutivas, cada qual com objetivos próprios.

1. Indicação: definição do diagnóstico, decisão com respeito à necessidade de uma terapia e de qual tipo (médica, psicoterapêutica, ambas), aos métodos indicados para o problema em questão, esclarecimento do paciente a respeito da terapia;

2. Promoção de um relacionamento terapêutico e trabalho de clarificação do problema: a estruturação dos papéis (terapeuta e paciente), desenvolvimento de uma expectativa de sucesso, promoção do relacionamento entre paciente e terapeuta, transmissão de um modelo etiológico (origem,causa) do problema;

3. Desenvolvimento do processo psicoterapêutico: visa a mudança, a transformação e o bem-estar do paciente.

4. Avaliação: verificação dos objetivos propostos e alcançados, estabilização dos resultados alcançados, fim formal da terapia e da relação paciente-terapeuta.

As decisões tomadas na fase 1 não devem necessariamente permanecer imutáveis até o fim da terapia. Pelo contrário, o terapeuta deve estar atento a mudanças no paciente, a fim de adaptar seu métodos e suas decisões de trabalho à situação do paciente, que nem sempre é clara no começo da terapia. A isso se dá o nome de indicação adaptável.

Mecanismos de mudança em psicoterapia

Vários autores se dedicaram à questão do funcionamento da psicoterapia: o que é que leva à mudança no paciente. K. Grawe (2005) descreve cinco mecanismos básicos de mudança (comuns a todas as escolas psicoterapêuticas:

1. Relacionamento terapêutico : a qualidade do resultado de uma terapia é em grande parte influenciada pela qualidade do relacionamento entre o terapeuta e o paciente.

2. Activação de recurso (psicologia) :a psicoterapia auxilia o paciente a mobilizar a força interna que ele possui para realizar a mudança necessária e estabilizá-la.

3. Actualização do problema: a psicoterapia expõe o paciente ao seu padrão normal de comportamento, como modo de tornar esses padrões conscientes e assim modificáveis.

4. Esclarecimento motivacional ou Clarificação e transformação de interpretações: a psicoterapia auxilia a clarificação de ambiguidades e obscuridades na experiência pessoal do paciente, ajudando-o a encontrar um sentido para aquilo que ele experiencia.

5. Competência na superação dos problemas : a psicoterapia capacita o paciente a adquirir a capacidade de adaptação à realidade psíquica e social, típico dos transtornos psíquicos.

Efeitos da psicoterapia

Ainda sob um ponto de vista geral, ou seja, comum a todas as escolas psicoterapêuticas, podem se observar os seguintes efeitos NA PSICOTERAPIA:

  • o fortalecimento do relacionamento terapêutico,  
  •  a intensificação da expectativa de sucesso do paciente, 
  •  sensibilização do paciente a factores que ameaçam sua estabilidade psíquica,  
  •  um maior profundo conhecimento de si mesmo (autoexploração) 
  •  a possibilidade de novas experiências pessoais,
  • Ao longo das sessõesos paciente experiencia novas situações, emoções, novas facetas de si,  novas formas de comportamento, 
  • a pessoa adquire novas posturas em relação a si mesma e aos demais,
  • adquire novas capacidades e competências.
  • um aumento da autoeficácia (self-efficacy), ou seja, da convicção do paciente de ser capaz de lidar com os problemas que o faziam sofrer, que leva a um aumento da autoestima.
  • uma compreensão maior dos problemas que afligem o paciente e da história de vida, que conduziu a eles.
  • melhora do bem-estar,
  • modificação dos sintomas e
  • modificação da estrutura da personalidade.
Mudanças na estrutura da personalidade só são possíveis depois de uma melhora do bem-estar e dos sintomas.


Indicação para Psicoterapia

A pricipal indicação para uma psicoterapia é um transtorno mental e ou emocional. Mas não só. Uma psicoterapia pode ser indicada também em situações em que o indivíduo está instisfeito com a própria forma de vida, em que ele precisa tomar decisões difíceis e não sabe como, em situações em que a pessoa não vê sentido naquilo que faz

A psicoterapia é indicada para: depressão, ansiedade, fobias, obsessões, psicoses e problemas de relacionamento em diversas situações (trabalho, sociais, conjugais), hiperactividade, enurese, problemas de comportamento adolescente e infantil entre outros não mencionados aqui.

A psicoterapia é indicada também em situações de doenças com manifestações fisicas (psicossomáticas), tais como : eczemas, asma, problemas intestinais de origem nervosa, dores no corpo generalizadas, fibromialgia, etc.

Os estudos demonstram que a psicoterapia é eficaz e está indicada tanto em crianças como em adolescentes e adultos!

Marque uma primeira consulta de avaliação da sua situação particular e perceba qual é o seu problema e a intervenção mais adequada para si!



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sobre a Depressão...


A Depressão é uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em consequência, o pensamento.

A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida.

Afecta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.·

A Depressão, é portanto uma doença afectiva ou do humor, não sendo apenas sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço.

As pessoas com doença depressiva (estima-se que 17% das pessoas adultas sofram de uma doença depressiva em algum período da vida) não podem simplesmente melhorar por conta própria e através dos pensamentos positivos, conhecendo pessoas novas, viajando, passeando ou tirando férias.

Sem tratamento, os sintomas podem durar semanas, meses ou anos, podendo resultar numa inibição global da pessoa, afectando a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física.·

A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afectam de forma negativa. No entanto, se os sintomas se agravam e perduram por mais de duas semanas consecutivas, convém começar a pensar em procurar ajuda.

A depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão.

Estima-se que esta doença esteja associada à perda de 850 mil vidas por ano, mais de 1200 mortes em Portugal.

A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia.

A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado.

Epidemiologia

A depressão é uma patologia do foro mental que afecta 20 por cento da população portuguesa!

A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.

A depressão encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde como um problema primordial de saúde pública.

A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres.

É pois, urgente aprender a reconhecer a depressão como uma patologia e não como uma fraqueza, como uma “ personalidade fraca” como me dizem alguns pacientes, e pedir ajuda especializada quanto antes!

Quais são os sintomas da depressão?

A depressão diferencia-se das normais mudanças de humor pela gravidade e permanência dos sintomas. Está associada, muitas vezes, a ansiedade e/ou pânico.

Os sintomas mais comuns são:


  • Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
  • Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
  • Fadiga, cansaço e perda de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
  • Falta ou alterações da concentração;
  • Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
  • Desinteresse, apatia e tristeza;
  • Alterações do desejo sexual;
  • Irritabilidade;
  • Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo, enxaquecas, entre outros.

 Quais são os factores de risco? 
  • Pessoas com episódios de depressão no passado; 
  •  Pessoas com história familiar de depressão; 
  • Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa; 
  • Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo; 
  • Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças; 
  • Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer); 
  • Pessoas com tendência para ansiedade e pânico; 
  • Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress; 
  • Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool; 
  • Pessoas idosas.

É possível prevenir a depressão ?


Como em todas as doenças, a prevenção é sempre a melhor abordagem, designadamente para as pessoas em situação de risco, pois permite a intervenção precoce de profissionais de saúde e impede o agravamento dos sintomas. 

Se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico, não hesite em procurar ajuda especializada, pois muitas vezes são os primeiros sintomas de uma depressão.


 Se apresenta queixas físicas sem que os exames de diagnóstico encontrem uma explicação então aborde o assunto com o seu médico assistente.

  

Como se trata a depressão?

  
A Psicoterapia é fundamental no tratamento da depressão. 

Apesar de a medicação anti-depressiva ser fundamental nalguns casos e suficiente noutros, ajudando à recuperação a curto prazo do bem-estar, normalmente, não corrige esta patologia, de uma forma permanente, ou seja, depois de retirada a medicação, há uma probabilidade significativa de a pessoa voltar a apresentar sintomatologia depressiva. 

A Psicoterapia é fundamental para ajudar a pessoa a encontrar dentro de si recursos necessários para lidar com os acontecimentos geradores de tensão e ansiedade, assim como a diminuir o seu sofrimento, aumentar o seu bem –estar consigo próprio e com a vida !

  
A Psicoterapia é a forma cientificamente comprovada de obter resultados duradouros na perturbação depressiva.

Se for o seu caso não hesite em pedir ajuda!

domingo, 2 de janeiro de 2011

A Terapia de casal

As relações amorosas provocam muitas vezes insatisfação aos seus membros, quer pelo arrefecimento de sentimentos quer pelo desgaste contínuo provocado pelas exigências familiares e profissionais.
 
O sentimento de não se ser tão próximo ou tão compreendido e gostado como antes pode levar a um afastamento e aumento dos conflitos entre o casal, parecendo antes que os seus membros amadureceram em sentidos opostos, não reconhecendo o parceiro por quem se apaixonaram. É possível que aumentem os desacordos e se alterem necessidades ou ambições, o que progressivamente vai justificando maior afastamento e eventualmente a ruptura.
 
Contudo, há muitas vezes o desejo e a esperança de resgatar os sentimentos iniciais, a cumplicidade e o romance que se foi perdendo com o tempo. As tensões e vivências negativas que entretanto se acumularam podem dificultar este trabalho, pelo que é necessário recorrer à Terapia de Casal, como forma de restabelecer os laços e prevenir novas crises.

É frequente encontrarmos sintomas e problemas de saúde física associados ao mau funcionamento da relação, com impacto noutras esferas da vida, nomeadamente a nível profissional e na relação com os filhos. Entre eles a depressão, ansiedade, descontrolo emocional, insónias, desorganização e diminuição na produtividade laboral são os mais frequentes.

 A Terapia de Casal é um serviço de apoio e aconselhamento destinado aos casais que, tendo ou não dificuldades específicas, pretendem trabalhar na melhoria da relação ou na exploração quanto à viabilidade da mesma.

A Terapia de casal permite ao casal compreender as razões do seu desacordo. As sessões proporcionam um ambiente de dialogo aberto em que cada individuo pode expressar os seus sentimentos e necessidades, escutar e ponderar de forma diferente sobre as razões do outro.

O terapeuta auxilia na identificação de factores conscientes e inconscientes que provocam o mal-estar e na avaliação dos recursos disponíveis para resolver a discórdia. Procura-se colaborar com vista a encontrar soluções satisfatórias para ambos.

Durante as sessões o psicoterapeuta vai atendendo não só ao motivo da procura de ajuda mas também às necessidades cambiantes de cada um dos parceiros para que restabeleçam vínculos maduros, duradouros e satisfatórios para ambos. Através do trabalho terapêutico os casais vão conseguindo aceitar mutuamente as diferenças e implementar as mudanças necessárias ao seu bem-estar.

A terapia de casal pode ajudar sempre que: 
  • Existam dificuldades de comunicação entre o casal e ou Discussões frequentes
  • Quando um dos parceiros foi infiel e o casal tem dificuldade em lidar com a situação
  • Sentimentos de desconfiança ou situações de infidelidade
  • Quando ambos sentem que estão próximos da ruptura  
  • Quando existem conflitos motivados por ciúmes  
  • Quando a rotina fez desaparecer a paixão  
  • Insatisfação ou dificuldades no relacionamento sexual 
  • Quando existem conflitos persistentes de qualquer tipo  
  • Insatisfação com a qualidade da relação amorosa 
  • Afastamento de um ou ambos os parceiros
  • Situações críticas (morte, doença grave, desemprego, infertilidade)
  • Dificuldades e incongruências na educação dos filhos
  • Dificuldades no relacionamento com as famílias de origem
 O bem-estar dos seus filhos é afectado pela qualidade do seu casamento. Quando o pai e a mãe têm uma relação amorosa feliz, os filhos crescem também mais felizes.

Procure ajuda de um terapeuta de casal e dê à sua relação, e à sua familia uma nova oportunidade! 

Tristeza ou Depressão?

Artigo publicado in " Saúde Activa", Outubro de 2010, por Maria de Jesus Candeias, Psicoterapeuta A tristeza é uma reacção ...

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