terça-feira, 19 de setembro de 2017

Psicoterapia Online



Porquê a Psicoterapia Online?
Por um lado, a globalização do mercado de trabalho, a  internacionalização de muitas empresas com representações  em vários países do mundo, fez com que o local de trabalho de muitos pacientes meus, e seguramente de outras pessoas, passasse a ser a o “ Mundo” e não apenas uma “Cidade”. Neste cenário experienciei que na nossa realidade laboral actual, não era possível aos meus pacientes, escolher um Psicoterapeuta fixo numa cidade, nem fazer um acompanhamneto Psicoterapeutico regular se não houvesse outra forma de nos comunicarmos.  Senti a responsabilidade de não os deixar sós, e o dever de  os acompanhar no seu percurso profissional que a organização social  dos dias de hoje lhes exigia. Embora com dúvidas inicias sobre o que seria esta relação virtual, e qual a sua eficácia, percebemos que nada seria pior do que interromper o seu processo psicoterapêutico.
Por outro lado, a emigração de muitos jovens adultos nos últimos anos, e os desafios emocionais que estas experiências lhes trouxeram, as perdas das famílias, a solidão num mundo desconhecido, traduziram-se num aumento significativo da procura de consultas online, com um argumento comum:  a necessidade de encontrar um Psicoterapeuta  que falasse a sua língua e compreendesse a realidade social e cultural das suas vivências. Razões essas que compreendi e fundamentaram a minha decisão de aderir a este processo.
Passados  alguns anos, fazendo um balanço baseado na minha  experiência empírica, posso assegurar-vos que consegui, nestes casos, construir com os meus pacientes, uma relação tão íntima e profunda quanto a estabelecida numa psicoterapia face-a-face. Os resultados foram igualmente positivos e significativos.
O QUE É o atendimento à distância (online)?
A consulta feita online (videoconferência) é uma consulta realizada à distância, cuja principal vantagem reside no facto do cliente não necessitar de se deslocar às nossas instalações.
Reservo esta modalidade a pessoas residentes em locais isolados, pessoas com mobilidade reduzida, emigrantes ou expatriados, podendo ter como motivos a distância, doença ou qualquer outra razão que impeça a presença no espaço físico do consultório.

A consulta decorre com as mesmas condições e regras de ética e deontologia de uma sessão convencional.

Quais são as suas principais Vantagens?
1) Tem acesso a um especialista se estiver a residir num país em que os serviços não se encontram disponíveis em português.
2) Usufrui de grande flexibilidade horária ao poder realizar marcações online.
3) Economiza tempo e outros gastos, ao evitar deslocações.

O que necessita para Fazer uma Consulta Online?

1) Um computador, tablet ou smartphone
2) Ter o software SKYPE instalado (http://www.skype.com/) ou outro programa a combinar
3) Procurar/adicionar o profissional no SKYPE – maria.jesus.candeias2
4) Estar num ambiente reservado para garantir que não é interrompido durante a  consulta
Desvantagens do atendimento à distância (online)
A não existência de comunicação não-verbal poderá diminuir a riqueza da informação trocada pelo que é importante os participantes comunicarem num nível compreensivo equivalente.

QUE PROBLEMAS PODE AJUDAR A RESOLVER?
·               Depressão
·               Perturbações de ansiedade
·               Alterações de humor
·               Perturbações do sono
·               Obsessões
·               Fobias
·               Medos
·               Perturbações do Comportamento
·               Consequências psicológicas do adoecer físico
·               Dificuldades de realização na vida
·               Dificuldades no estudo e no trabalho
·               Problemas de relacionamento
·               Necessidade de melhor conhecimento de si próprio
·               Problemas sexualidade
·               Ideação Suicida
·               Dependências
·               Entre outros ...
 COMO FUNCIONA o atendimento à distância (online)?
1.            A consulta online é realizada por mim, Maria de Jesus Candeias, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicoterapeuta Psicanalítica Relacional, Reconhecida pela Ordem dos Psicólogos Portugueses com a cédula Profissional nº 5225.
2.            A consulta online pode utilizar os seguintes suportes à escolha do cliente:
·               Skype, Facetime, Whatsapp, MSN.
Da minha experiência, a conversação associada à imagem visual, é de facto  a mais eficaz, e aquela que mais promove a relação entre paciente e Psicoterapeuta, e é por  isso, que a videoconferência é a minha escolha preferencial.
·               Via Telefone-  Não obstante, e pontualmente, porque a cobertura de redes WI-Fi  nem sempre é  a melhor em todos os países, nomeadamente em alguns países africanos,  algumas sessões, e em caso de falha das comunicações, a sessão poderá ser substituida  por via telefone ou Whatsapp (sem imagem).  
·               Para marcar consulta deve enviar e-mail para jesuscandeias@gmail.com ou contactar para o 00 351 91 991 82 25 informando:
Nome e Idade | Motivo de consulta | Seus dias e horários disponíveis.
Todos os detalhes das sessões, nomeadamente as formas de pagamento, serão acordados posteriormente, pessoalmente, em privado, via email.
Confidencialidade
Tal como na situação face-a-face, o acompanhamento psicológico online é sujeito a critérios de confidencialidade que abrangem toda a informação trocada entre cliente e profissional. Porém, o uso de procedimentos electrónicos chama a atenção para alguns perigos involuntários que podem ocorrer:
·               O cliente pode acidentalmente enviar um e-mail confidencial para um outro destinatário. A solução é ter uma preocupação redobrada em verificar o endereço antes de fazer o envio do e-mail bem como reduzir ao mínimo o material de identificação constante no e-mail, ou encriptar a informação.
·               Acesso não autorizado ao e-mail do cliente potenciado pelo facto de que com frequência os computadores são partilhados. Ter por isso algum cuidado em não partilhar o computador com que este serviço é prestado ou ter especial cuidado se o tiver de fazer.
Resultados de alguns estudos e Fundamentação Legal
Alguns estudos têm observado que pode ser uma forma poderosa de intervenção, e um agente de mudança rápida e efectiva na vida da pessoa. Isto porque se tem observado que a modalidade online estimula intensamente a projecção e as características psico-dinâmicas da díade, o que estimula muito a eficácia e rapidez da intervenção (Suler, 1996).
Tem sido também constatado que as pessoas que comunicam online vão mais directamente ao assunto fulcral de suas preocupações, o que agiliza a intervenção. Vários estudos têm demonstrado a potencialidade desta área, revelando que esta abordagem clínica realizada com o suporte de Internet é mais eficaz do que o não tratamento e tão eficaz como a abordagem face-a-face (Emmelkamp, 2005; Eaton, 2005).
A psicologia online encontra-se internacionalmente devidamente enquadrada em termos legais. Profissionalmente ela é orientada pela Sociedade Internacional para a Saúde Mental Online (ISMHO) e pela American Psychiatric Association.
A ISMHO foi fundada em 1997, tem como missão promover a compreensão, o desenvolvimento da comunicação online a nível da saúde mental, delineando um código de conduta a ser seguido por todos os profissionais que trabalham nesta área online. Possui um grupo de discussão de casos para aprofundamento do estudo de casos clínicos que usam o suporte online e aperfeiçoamento das metodologias de intervenção.
A APA/Div.46 refere-se à Media Psychology e foca-se no papel que os psicólogos têm nos vários aspectos dos média, rádio, televisão, cinema, vídeo, imprensa escrita e novas tecnologias. Desenvolve investigação sobre o impacto que os média têm no desenvolvimento humano, aprofunda o ensino, treino e prática da psicologia dos média, orienta eticamente os profissionais que trabalham neste âmbito.

Se este é o seu caso, e está a ponderar recorrer a esta modalidade de Psicoterapia envie um email para jesuscandeias @gmail, expondo a sua situação.
 Maria de Jesus Candeias, Psicoterapeuta Psicanalítica Relacional

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O que é a psicoterapia?

O termo psicoterapia  vem do grego psykhē - psique, alma, mente, e therapeuein - cuidar, curar. 
A primeira referência refere-se às intervenções psicológicas que procuram melhorar os padrões de funcionamento mental do indivíduo e o funcionamento de seus padrões emocionais e relacionais. 
A psicoterapia é uma forma de intervenção terapêutica altamente eficaz enquadrada no âmbito da psicologia clínica que visa proporcionar ao sujeito um melhor entendimento do seu funcionamento mental e a resolução dos seus conflitos internos.  
A Psicoterapia  basea-se no  princípio de que experiências dolorosas e difíceis do passado podem afectar o modo como nos comportamos e nos relacionamos no presente. Explora a clarificação e compreensão dos vínculos entre o passado e presente no aqui e agora da sessão terapêutica. Trata-se de um processo gradual no qual o paciente é convidado a explorar com o terapeuta,  num  ambiente seguro e confidencial, uma série de sentimentos, pensamentos e fantasias de forma a compreender as causas do seu sofrimento mental. Visa a mudança profunda e duradoira da personalidade do sujeito bem como da qualidade das sua relações interpessoais.

Em que é que a psicoterapia o pode ajudar?

Muitas vezes a psicoterapia é o último recurso num longo percurso de tentativas infrutíferas no sentido de nos livrarmos de problemas persistentes ao longo da vida ou durante um longo período de tempo. Problemas esses que muitas vezes interferem significativamente com a nossa qualidade de vida. 
A psicoterapia é actualmente um tratamento eficaz para uma série de transtornos psicológicos, quer como um tratamento de direito próprio  quer como terapia coadjuvante a outras formas de tratamento, como por exemplo as terapêuticas medicamentosas. 
A Psicoterapia pode contribuir significativamente para a saúde física e mental dos pacientes, para uma sensação de bem-estar e para a gestão mais eficaz das suas vidas. 
Por vezes as pessoas procuram ajuda por razões específicas, tais como transtornos alimentares, condições psico-somáticas, comportamentos obsessivos, ou um determinado tipo fobia. Em outras ocasiões, devido a um sentimento geral de depressão ou ansiedade, dificuldades de concentração, insatisfação com trabalho ou incapacidade de estabelecer relacionamentos satisfatórios. 
A psicoterapia foca todas as expressões de sofrimento ou confusão emocional e mental. De um modo geral a psicoterapia visa o alívio do sofrimento enraizado na psicologia pessoal. 

Algumas áreas gerais de foco clínico da psicoterapia incluem:

Problemas  ao nível da relação da própria pessoa consigo mesma;
Problemas ao nível das relações amorosas, familiares, profissionais ou outras;
Problemas psicológicos associados com lutos, depressão e ansiedade; 
Problemas de expressão comportamental e somática.

Para além do alívio do sofrimento e sintomas, a psicoterapia é também um processo de desenvolvimento pessoal que abrange um vasto leque de capacidades e recursos específicos da personalidade, tais como:

Autoconhecimento;
Expansão da mente e da capacidade de pensar;
Desenvolvimento e expansão das funções mentais;
Desenvolvimento da personalidade e da identidade
Capacidade de estar só;
Autonomia;
Identidade;
Aumento da capacidade empática;
Aumento da capacidade de amar;
Capacidade de construir relações mais genuínas, profundas, íntimas e gratificantes
Serenidade;
Maturidade;
Aumento da capacidade de trabalhar;
Criatividade;
Autorrealização;

 Qual a duração de uma psicoterapia ?

A psicoterapia  não é um processo de resultados imediatos mas sim graduais sendo adaptada  à medida de cada um. 
Assim a sua duração  dependerá de pessoa para pessoa.  A sua frequência pode ser de 1 a 3 vezes por semana e as consultas duram habitualmente entre 45-50 minutos.
Ao longo das sessões e da evolução da psicoterapia o paciente começa a  experienciar novas situações, novas emoções, novas facetas de si mesmo,  novas formas de comportamento, novas posturas em relação a si mesmo e aos demais, bem como novas capacidades e competências, emocionais e relacionais.
Progressivamente, o paciente vai desenvolvendo um aumento da sua autoeficácia, ou seja, desenvolve uma maior convicção de ser capaz de lidar com os problemas que o fazem sofrer, o que o leva, consequentemente  a um aumento da sua autoestima; a uma maior compreensão dos problemas que o afligem e da sua própria história de vida, que conduziu a esse mesmo sofrimento. 
Essa compreensão, permite-lhe um aumento do seu bem-estar; o desaparecimento dos sintomas e a modificação dos seus padrões de funcionamento emocional e relacional, em suma, a modificação da sua estrutura de personalidade. 

Os estudos demonstram que a psicoterapia é indicada e eficaz tanto em  adultos como em crianças e adolescentes !
Ela pode ajudar as crianças que têm dificuldades emocionais e comportamentais que são evidentes em casa ou na escola. Estas podem incluir problemas de personalidade, depressão, dificuldades de aprendizagem, fobias escolares, problemas alimentares ou do sono. É igualmente uma terapia adequada para resolver as crises depressivas, ansiosas, relacionais e escolares que ocorrem durante a adolescência.
Marque uma primeira consulta de avaliação da sua situação particular e perceba qual é o seu problema e a intervenção mais adequada para si!

Por Dra. Maria de Jesus Candeias, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Especializada, pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Fobia escolar...



O Início do ano lectivo está aí e o retorno ou a entrada na escola nem sempre é calma e tranquila para todas as crianças.

Há sempre algum nervosimo e ansiedade no retorno, pode mesmo para alguns atingir niveis muito elevados de ansiedade e angustia com uma recusa total à escola: a Fobia escolar

A Fobia escolar afecta, cerca de 5% de crianças do jardim de infância, e cerca de 2% de crianças do ensino básico registando-se uma maior incidência de fobia escolar no primeiro ano lectivo da criança.

No entanto não é raro que a fobia escolar apareça no, 2º ciclo, ou secundário ou até mesmo na entrada da faculdade, pois como referido estas manifestações estão muito associadas a “ansiedade face ao desconhecido” e as mudanças de ciclo escolar, são sempre algo muito significativas para a criança e /ou adolescente.

O que caracteriza uma fobia escolar?

A Fobia escolar é um medo exacerbado que a criança sente em ir para a escola.

A Fobia escolar é uma perturbaçao da ansiedade e tem tratamento.

Numa situação típica de fobia escolar, a criança/jovem logo de manhã acorda com queixumes de dor de barriga associado por vezes a vómitos, diarreias, dor de cabeça, com intensificação do sintoma à medida que se aproxima a hora de ir para a escola, com verbalização do tipo “…não quero ir para a escola…” ou por vezes na véspera poderá surgir a questão “…amanhã é dia de ir para a escola?...” Despertando nos próprios pais alguma ansiedade na busca de melhor lidar com a situação e não deitar tudo a perder.

Na Fobia escolar da criança está, quase sempre, latente uma grande “ansiedade de separação” dos seus pais e do mundo que lhe é familiar e no qual se sente protegido.

Estas crianças geralmente, apresentam também, dificuldades em dormir sozinhas, medo de ir para casa de amigos, entre outras relutâncias em se distanciar das pessoas com as quais passa a maior parte do tempo.

Esta fobia escolar ou recusa ansiosa escolar é mais frequente no primeiro ano lectivo da vida da criança. Na fobia escolar, a criança fala da escola sempre com medo, negativismo e pode chorar para não ir.

Até se transformar na ‘segunda casa’, a escola representa um mundo desconhecido. Por isso, nos primeiros dias de aula, os sintomas podem ser mais intensos porque a criança se vê às cinco minutos parece uma eternidade.

Na escola, é muito comum, que a criança se afaste dos colegas, se isole, não brinque, já que se sente muito mal lá dentro.

Além da manifestação explícita de não querer ir à escola, a fobia escolar pode atingir sintomas tais como :choro frequente, suores frios ou tremores, diarreia, vómitos, medo de ficar sozinha, medo de algo abstracto, incapacidade de enfrentar o problema sozinha, perda do apetite, voltar a urinar na cama, insónias, pesadelos, entre outros.

A fobia é um problema que difere completamente de preguiça ou má vontade, e do absentismo. Os próprios pais percebem isso no comportamento da criança. Também é diferente da recusa esporádica em ir à escola, especialmente após as férias.

No caso da fobia, as crianças regressam a casa, apresentam ansiedade com sintomas psicossomáticos, enquanto que os absentistas não vão para casa, não sentem ansiedade, nem sintomas. Enquanto que nas fobias as crianças têm um perfil caracterizado por serem conscienciosas, perfeccionistas e bem comportadas, nos absentistas manifestam comportamentos desajustados ou delinquentes. Esta distinção é importante que seja feita, para um modo de abordar e intervir adequado pelos próprios pais.

Geralmente, as crianças que desenvolvem essa ansiedade e medo incontroláveis são boas alunas e não perdem rendimento escolar.

Quando o problema surge é essencial que a equipa da escola saiba o que está acontecendo, pois, muitas vezes, uma figura de confiança do aluno deve acompanhá-lo e permanecer por um determinado período no ambiente escolar, até que ele desenvolva autoconfiança. Os próprios coordenadores podem, por vezes, desempenhar este papel, ao ficarem mais próximos deste aluno, encorajando-o a ponto de se sentir bem na sala de aula.

O que pode estar na origem deste tipo de fobia?

Os motivos que levam a criança a desenvolver fobia escolar podem ser vários ou uma associação deles. Dentre eles estão a predisposição biológica (genética), a mudança de escola, professor severo, conflito com colegas, o temperamento da criança, a vulnerabilidade à acção do ambiente familiar( mudança de casa, divórcio dos pais, morte de um familiar, conflitos familiares), e até mesmo a preocupação excessiva de alguns pais com a separação dos seus filhos.

Os sintomas da fobia escolar estão fortemente associados ao tipo de relação da criança com seus pais, desde o nascimento até a idade pré-escolar.

Porém, é interessante salientar que duas ou mais crianças que recebem a mesma educação, tanto escolar quanto familiar, (filhas dos mesmos pais), não significa necessariamente que todas irão desenvolver fobia escolar.

A fobia escolar também pode ter origem em agressões verbais ou físicas de que a criança foi vítima na escola ( ou seja, ser vítima de bullying).

Em que é que difere de uma ansiedade normal no regresso às aulas?

O primeiro ou primeiros dias desencadeiam naturalmente algum nervosismo, perante a ideia de novos professores, nova turma, nova escola ou simplesmente a mudança de rotina das férias para as aulas, até os mais calmos poderão ficar afectados nas primeiras semanas de aulas.

Outros casos existem em que a ansiedade normal pode dar lugar a medos mais significativos. As fobias ocorrem com frequência nas crianças e por vezes desaparecem espontaneamente, sinal que a criança conseguiu ultrapassar os seus receios.

No caso específico da fobia escolar, enquanto perturbação emocional que desencadeia uma resposta fóbica face à escola, inicialmente não deverá ser motivo de alarme, de um modo tranquilo os pais deverão sempre incentivar e encarar com optimismo a hora de ir para a escola, sem forçar bruscamente mas persistir no cumprimento da assiduidade escolar.

Caso este comportamento persista para além de dois meses, será importante procurar outro tipo de suporte de modo a evitar o agravamento da situação, mesmo na futura vida escolar e social da criança/jovem.

O que podem os pais fazer para ajudar os filhos com fobia escolar?
 
È muito importante que os pais, não ridicularizarem ou subestimem os medos da criança, pelo contrário, devem mostrar compreensão.

Porém, também devem facilitar que a criança se afaste da escola. No momento de ir para escola os pais devem ser firmes, mas respeitar a limitação de seus filhos, pois para eles já é muito difícil estar com esta dificuldade.

È importante Incentivar a criança a ir à escola, nunca obrigá-la e tentar tranquilizá-la, que no fim do dia volta a estar com os pais. Por vezes os pais poderão mesmo ter de permanecer durante alguns periodos na escoal para ajudar a criança a tranquilizar-se.
Manter o máximo de diálogo com a criança
Ajudar a criança a encontrar o meio de superar o obstáculo
Fazer com que os amigos sejam elementos importantes na inserção na escola.

Se os sintomas persistirem para além de dois meses, e em casos mais críticos, os pais devem encaminhar o filho para psicoterapia. O tratamento da criança com fobia escolar deve ser abrangente: é necessária a participação efectiva da escola, dos pais e do psicólogo. Essa interacção, entre todos e esse envolvimento é que vão fazer com que a criança supere a fobia.

É fundamental que os pais fiquem atentos quanto à procura de profissionais especializados ( psicólogos ou psicoterapeutas) dado que esta fobia pode ocasionar um afastamento da escola, fracasso e repetência escolar, vergonha de enfrentar novamente os colegas, entre outros factores.

Todos estes aspetos reduzem a auto-estima da criança, com consequências para o resto de sua vida. Além disso, a tendência de uma criança com fobia escolar, se não for ajudada a ultrapassar a situação, é que desenvolva outros medos, como, por exemplo, de elevador, animais, escuro, etc. Enfim, os danos são grandes quando se adia o tratamento.

Procurar ajuda, ouvir as diretrizes dos profissionais envolvidos e poder dividir as dificuldades que possam encontrar no tratamento de seu filho, contribuirá efetivamente na maravilhosa tarefa de ser pai e mãe e no desenvolvimento de uma criança feliz.



















Quando é que a ansiedade se torna uma doença?

A ansiedade é uma emoção normal que existe em todos os seres humanos e de extrema importância para a sobrevivência. É com a ansiedade q...

Publicações mais lidas