CONSULTAS ONLINE E PRESENCIAL

CONSULTAS ONLINE E PRESENCIAL TELEMOVEL e WHATSAPP +351 910 937 776
Mostrar mensagens com a etiqueta ciumes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ciumes. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de janeiro de 2011

A Terapia de casal

As relações amorosas provocam muitas vezes insatisfação aos seus membros, quer pelo arrefecimento de sentimentos quer pelo desgaste contínuo provocado pelas exigências familiares e profissionais.
 
O sentimento de não se ser tão próximo ou tão compreendido e gostado como antes pode levar a um afastamento e aumento dos conflitos entre o casal, parecendo antes que os seus membros amadureceram em sentidos opostos, não reconhecendo o parceiro por quem se apaixonaram. É possível que aumentem os desacordos e se alterem necessidades ou ambições, o que progressivamente vai justificando maior afastamento e eventualmente a ruptura.
 
Contudo, há muitas vezes o desejo e a esperança de resgatar os sentimentos iniciais, a cumplicidade e o romance que se foi perdendo com o tempo. As tensões e vivências negativas que entretanto se acumularam podem dificultar este trabalho, pelo que é necessário recorrer à Terapia de Casal, como forma de restabelecer os laços e prevenir novas crises.

É frequente encontrarmos sintomas e problemas de saúde física associados ao mau funcionamento da relação, com impacto noutras esferas da vida, nomeadamente a nível profissional e na relação com os filhos. Entre eles a depressão, ansiedade, descontrolo emocional, insónias, desorganização e diminuição na produtividade laboral são os mais frequentes.

 A Terapia de Casal é um serviço de apoio e aconselhamento destinado aos casais que, tendo ou não dificuldades específicas, pretendem trabalhar na melhoria da relação ou na exploração quanto à viabilidade da mesma.

A Terapia de casal permite ao casal compreender as razões do seu desacordo. As sessões proporcionam um ambiente de dialogo aberto em que cada individuo pode expressar os seus sentimentos e necessidades, escutar e ponderar de forma diferente sobre as razões do outro.

O terapeuta auxilia na identificação de factores conscientes e inconscientes que provocam o mal-estar e na avaliação dos recursos disponíveis para resolver a discórdia. Procura-se colaborar com vista a encontrar soluções satisfatórias para ambos.

Durante as sessões o psicoterapeuta vai atendendo não só ao motivo da procura de ajuda mas também às necessidades cambiantes de cada um dos parceiros para que restabeleçam vínculos maduros, duradouros e satisfatórios para ambos. Através do trabalho terapêutico os casais vão conseguindo aceitar mutuamente as diferenças e implementar as mudanças necessárias ao seu bem-estar.

A terapia de casal pode ajudar sempre que: 
  • Existam dificuldades de comunicação entre o casal e ou Discussões frequentes
  • Quando um dos parceiros foi infiel e o casal tem dificuldade em lidar com a situação
  • Sentimentos de desconfiança ou situações de infidelidade
  • Quando ambos sentem que estão próximos da ruptura  
  • Quando existem conflitos motivados por ciúmes  
  • Quando a rotina fez desaparecer a paixão  
  • Insatisfação ou dificuldades no relacionamento sexual 
  • Quando existem conflitos persistentes de qualquer tipo  
  • Insatisfação com a qualidade da relação amorosa 
  • Afastamento de um ou ambos os parceiros
  • Situações críticas (morte, doença grave, desemprego, infertilidade)
  • Dificuldades e incongruências na educação dos filhos
  • Dificuldades no relacionamento com as famílias de origem
 O bem-estar dos seus filhos é afectado pela qualidade do seu casamento. Quando o pai e a mãe têm uma relação amorosa feliz, os filhos crescem também mais felizes.

Procure ajuda de um terapeuta de casal e dê à sua relação, e à sua familia uma nova oportunidade! 

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Amor, Ciúmes, Loucura e Morte


De um modo geral considera-se que os ciúmes se encontram em estreita correlação com o amor de um sujeito a um objecto (o objecto amado em termos gerais; em concreto, a pessoa amada que, neste contexto, é objecto de ciúmes).

Dizendo-o metaforicamente , é frequente - ou melhor, tem sido frequente - quantificar o amor pela pessoa amada mediante a intensidade dos seus ciúmes, chegando-se ao ponto de muitas vezes se duvidar do amor de alguém que diz estar enamorado e não sente ciúmes em relação ao objecto do seu amor (Amor sem ciume, não é amor, Léautaud); ou de outra forma, "provocando-se ciúmes" ao enamorado para incrementar o seu desejo do objecto amado e que se consideram equiparáveis à intensidade do amor.


Esta "teoria" dos ciúmes é partilhada por quantos se sentem ou julgam sentir amados pelo sujeito ciumento: é-lhes gratificante, nesses momentos, transformarem-se em dominadores da situação e manipulam o ciumento com o seu galanteio.

Alem disso, é vulgar que usem de algum tipo de chantagem e sem o expressar se façam “comprar” por ele colocando o seu preço cada vez mais alto. Não há duvidas que algumas pessoas adoptam uma estratégia comportamental bastante eficaz para que surjam ciúmes no amante.


Por outro lado, muitas vezes e, na sua maioria, o objecto de desejo converte-se num autentica vitima do ciumento (numa relação que dura anos e que já não é inspirada pelo desejo do objecto e que se tem constantemente ao lado) não sendo esses ciúmes inspirados pelo amor, mas sim por outra questão.



O que inspira os ciúmes não é o amor mas sim o sentimento de não ser amado ( o Ódio de não ser amado), pois as vitimas dizem ter motivos suficientes para sentirem que o ciumento não os ama, e que fora dos momentos de angustia suscitados pelos ciúmes sentem e demonstram uma verdadeira indiferença afectiva pelo outro.


É esta a dinâmica dos ciúmes numa relação triádica uma vez que só se pode falar de ciúmes quando aparece um terceiro elemento, o rival que compete com o ciumento pela propriedade do objecto amado.

Não raras vezes o ciumento alucina essa relação, que faz parte da sua imaginação, conduzindo-se à loucura a si e ao outro, num delírio psicótico destrutivo.

A loucura é uma forma de existência. Como é o da prudência. Mas alem disso, é um projecto de existência para o louco e, por isso, a sua razão de viver, o que dá sentido à sua vida.

Assim, só sabe existir desta forma, tentando encontrar em todos os gestos do outro motivo que justifique o seu ciúme e, quando o louco encontra motivos para a sua loucura tudo fica menos angustiante e a vida passa a ser mais suportável.

Não é concebível amar - desejar a posse total de alguém - sem a angústia que suscita a insegurança em relação à própria posse.

E também a ulterior angústia de que esse objecto, que neste momento cremos possuído, porque declara amar-nos, possa perder-se posteriormente, quer porque deixe de amar-nos, quer, o que é pior, porque, além disso, nos possa ser subtraído por amor a um terceiro.

Toda a relação, desde a mais precoce (com quem nos concebeu) requer segurança, que como já tenho vindo a explicar noutros postes, é a base da nossa personalidade.

Somos mais ou menos seguros, conforme o que experimentamos ao longo dos nossos primeiros anos de vida.

Se tivemos relações de segurança com as nossas figuras de referência então seremos adultos seguros. Se isso não aconteceu, poderão estar criadas as condições para mais tarde sobressair uma estrutura de personalidade insegura, ciumenta e maltratante na relação com o objecto amado nas relações adultas.

No entanto as nossas relações na vida social são quase sempre baseadas em graus de confiança mínima, mas que não apresentam níveis de desconfiança exacerbados.

Podemos assim, mediante essa confiança mínima, realizar coisas e estabelecer relações sem que nos sintamos perseguidos ou ciumentos.

Mas, o sujeito ciumento, apresenta graus de desconfiança que chegam a rondar a paranóia, quando pensa que perdeu a posse do objecto. Não é o pensar que não é amado que causa os ciúmes, mas sim a perda da posse do objecto, isso sim é elouquecedor, podendo em grau extremo, quando o ciumento (aplica-se a ambos os sexos) alucina e passa para estados psicóticos levar à morte do objecto e do sujeito num acto de loucura.

Os crimes passionais têm por base uma estrutura de personalidade paranóide e psicótica onde a desconfiança, a incerteza e a insegurança crescem dia a dia, até à passagem ao acto: a morte do objecto de deixa assim de pertencer ao outro.

Não há ciúmes normais. Os ciúmes são anómalos ainda que sejam frequentes e pouco intensos.

Por mais frequentes que sejam nas relações interpessoais, especialmente os que se revestem em relação amorosa, são sempre reveladores de uma situação não superada pelo sujeito.

Acima de tudo é uma situação crónica que vai subindo a gradação dos ciúmes, insuperáveis e incuráveis na sua maioria, por não serem considerados pela sociedade uma situação de doença.

OS CIÚMES são uma doença.
Não é só considerado doença a partir de um certo grau, aliás quem tem autoridade para falar disso são as vitimas que sabem quando já não suportam mais, mas essas, raramente vão a consultas de psicologia ou psiquiatria para que possam falar disso.

Amor, ciúmes, loucura e morte estão separados por muito pouco, coexistindo na vida de muitos casais de todas as orientações sexuais, tornando-a num inferno onde por vezes não é possível escapar, levando à morte lenta de vidas que ficam suspensas no delírio de alguém.

Se é vitima ou portador de ciumes incontroláveis procure ajuda, ainda pode estar a tempo de mudar a sua vida.


Contacte-me!

Encontro para Pais de Jovens com Doença Mental Severa | Sábado, 4 de outubro | Lisboa- Presencial

INSCRIÇÕES*: Queridos Pais Ser pai ou mãe de um jovem com perturbação borderline, bipolaridade ou comportamentos suicidários é u...

Publicações mais lidas