domingo

Do Stress Profissional ao Síndrome de Burnout


O stress é já considerado como um das epidemias do século XXI. Os seus efeitos são tão negativos para as pessoas, como para as empresas.

Quando se fala nas implicações do stress no trabalho os prejuízos são tanto para a saúde das
pessoas como para a saúde das organizações. Segundo números da União Europeia, que foram
divulgados em 1996, um em cada quatro trabalhadores europeus queixa-se do stress no
trabalho, e um em cada cinco de estado grave de fadiga física e emocional (mais conhecido
por Burnout).
Uma das consequências mais marcantes do stress profissional é o Síndrome de Burnout.
O Síndrome de Burnout pode ser definido como uma forma de resposta dos sujeitos a situações permanentes e intensas de stress laboral.
O Síndrome de Burnout caracteriza-se por uma sensação de esgotamento emocional, em que o sujeito sente uma sobrecarga e que não aguenta mais, tornando-se insensível e por vezes até desumano na relação com os outros, como se estivesse no seu limite, associado a sentimentos de desvalorização pessoal, de sentimentos de incompetência pessoal e profissional, perdendo o interesse e a motivação para o trabalho.

O Síndrome de Burnout vai-se instalando progressivamente.
Aos poucos o entusiasmo idealista, com uma entrega total ao trabalho, em que o trabalho era a forma de realização pessoal o sujeito passa a sentir que o trabalho deixa de ser tão interessante ou excitante e de ser um substituto para tudo na vida.
Posteriormente os sujeitos começam a sentir alguma frustração, começando a questionar-se sobre a sua eficiência no trabalho, a pertinência e o valor do seu trabalho. Por fim surge a Apatia, a pessoa sente-se cronicamente frustrada no plano profissional, mas precisa dele para sobreviver. Tenta trabalhar o mínimo de tempo, e evita desafios.

As Profissões que envolvem relações interpessoais são as que apresentam maior
vulnerabilidade ao Burnout.
As categorias profissionais de maior risco são : Os prestadores de cuidados: médicos, psicólogos, enfermeiros, auxiliares de prestadores de cuidados; Assistentes sociais e os funcionários de serviços sociais; Educadores e professores; Juízes e pessoal penitenciário, bem como funcionários da polícia e da manutenção da ordem pública;
Na sociedade actual são vários os factores Pessoais e Organizacionais que contribuem para que uma pessoa «entre em stress».

Dentro dos factores pessoais, a procura de êxito social exagerada, o forte sentido de
responsabilidade, o perfeccionismo, a culpabilização, o auto criticismo, o espírito de salvador,
o querer fazer tudo sozinho, a carga de trabalho, a responsabilidade familiar ou profissional, e
as dificuldades financeiras, são os exemplos mais frequentes.

Ao nível dos factores organizacionais, o ambiente laboral, o número de horas de trabalho
excessivas, o trabalho por turnos, as tarefas com tempos-limite curtos, a irracionalidade
administrativa ou organizacional, a monotonia, a sobrecarga de responsabilidade, a mudança
constante, a incerteza face ao futuro quer da empresa quer do posto de trabalho, a falta de
apoio de superiores, são os factores mais apontados.
Sintomas do Burnout
Esta patologia tem consequências Físicas
, tais como: cefaleias, dores musculares, problemas gastrointestinais, insónias, hipertensão, perda de apetite, dores nas costas, falta de energia, mas também e não menos graves,
consequências Psicológicas: culpabilidade, baixa tolerância à frustração, irritabilidade, ansiedade, degradação das relações interpessoais, desinteresse, despersonalização, perda de sentido de humor, diminuição da auto-estima, insegurança, indecisão, distorção dos valores, diminuição da atenção e concentração, hiperactividade.
Estas últimas, por sua vez, traduzem-se muitas vezes no aumento de comportamentos violentos, no abuso de consumo de substâncias tais como álcool, drogas ou produtos químicos, assim como na prática de comportamentos de alto risco.

Porém as consequências do Burnout não se ficam por aqui. Este desequilíbrio pessoal também tem consequências negativas para as empresas. Atrasos, absentismo, redução da produtividade, aumento do número de acidentes de trabalho, erros na tomada de decisão, são
alguns dos principais exemplos.
É pois, necessário e urgente, que se criem estratégias de prevenção e tratamento intervindo,
quer ao nível individual quer ao nível das organizações.
O apoio psicoterapêutico individual, por um lado, e a promoção de dinâmicas de apoio social, a promoção de trabalho em equipa e a criação de grupos de apoio dentro das organizações, por outro, são algumas das medidas que podem ser adoptadas pelos sujeitos e pelas chefias de forma a proteger a saúde física e mental dos seus colaboradores e das suas organizações.

Maria de Jesus Candeias
Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta
jesuscandeias@gmail.com

4 comentários:

  1. Hà muito que me sinto assim. Não sei que hei-de fazer. Acha que devia ir ao médico ou ao psicologo?

    ResponderEliminar
  2. Como refere o arigo estas vivências são muito internas e de origem psicológica. No fundo os sintomas instalam-se quando dentro de nós deixamos de ter os recursos necessários para lidar com situações vividas com grande ansiedade, pelo que , mesmo não descrevendo bem os sintomas que sente, devería pedir uma avaliação psicológica e depois definir qual a melhor estratéia terapêutica.
    Ao dispor.

    ResponderEliminar
  3. Tenho.me sebtido assim, a sensação que enho é que vou rebentar em minutos.Saio de casa todos os dias as 6.30 da manha e so chego as 17.30.Tenho uma bebe de 1 ano k é mt activa e agora para ajudar ainda tenho um cachorrinho k passa o tempo a fazer xixi em casa.Sei k ando nervosa e acabo por descontar quer no bebe quer no cao.Grito com o bebe quando ja nao sei o que fazer e so agessiva com o cao quando faz estes disparates.Por favor ajude-me, acho que estou a dar em doida.

    ResponderEliminar
  4. to ate tomando antidepressivo,eu to na tabua da beirada a ponto de dar uma crise de panico ( que quando estou no limite dou), estudndo e trabalhando dois anos ineterruptos sem ferias do trabalho, n aguento mais...o corpo ja rejeita a jornada extressante

    ResponderEliminar