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domingo, 31 de janeiro de 2010

DN Fobia: Medo de ficar sem telemóvel já é uma doença...

por Ana Bela Ferreira e Joel Balsinha in Diário de Notícias 10 Janeiro 2010




Nomofobia foi identificada no Reino Unido mas já afecta muitos portugueses

Se é dos que vivem aterrorizados com a ideia de ficar sem bateria, rede ou saldo no telemóvel, saiba que isso pode ser uma fobia. E não é tão invulgar quanto possa parecer. No Reino Unido, uma pesquisa feita no The Royal Post constatou que 58% dos britânicos e 48% das britânicas sofrem deste problema, baptizado de nomofobia (que tem origem nas palavras em inglês No Mobile, ou seja, não ter o telemóvel ligado). Aliás, a nomofobia já aparecere na Wikipédia, definido como "uma fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável estando sem seu telemóvel".


Por cá não há números, mas os psicólogos e psiquiatras já convivem com esta realidade. "Há alguns anos para cá que esta dependência dos telemóvel e o medo de ficar incontactável tem aumentado e até prejudica a vida e o trabalho das pessoas", explica a psicoterapeuta Lídia Craveiro.

Embora alguns especialistas portugueses tenham dúvidas em classificar este medo com uma fobia, reconhecem estes receios nos seus pacientes. "Há pessoas que não desligam o telemóvel para não estarem sozinhas", justifica a psicóloga Maria João Moura. Este tipo de comportamento corresponde normalmente a pessoas que "têm de ter relações de retaguarda, com um carácter de dependência grande que se sentem mais seguras graças ao telemóvel", acrescenta a perita. Um quadro afecta em regra doentes entre os 15 e os 40 anos, diz Lídia Craveiro.

Uma ideia partilhada pelo psiquiatra Nuno Pessanha que considera que "o telemóvel acaba por ter uma proximidade com as pessoas o que as leva a ter medo de perderem o aparelho".

Trata-se de um medo provocado pela dependência em relação às novas tecnologias, esclarece Lídia Craveiro: "estas patologias têm a ver com as novas tecnologias."

De facto, "na geração actual as pessoas ficam muito ansiosas - não sei se ao nível da fobia - , muito preocupadas quando não têm o telemóvel", aponta a psicóloga Maria de Jesus Candeias.

Ainda assim, a técnica opta por não classificar este receio como uma fobia específica. "Já tive pessoas que mostram ansiedade mas não ao nível da fobia. Para o ser a pessoa teria de deixar de ir a sítio onde não há rede ou andar com quatro telemóveis", justifica.

Já no entender de Maria de Jesus Candeias, o pânico provocado pela possibilidade de ficar sem telemóvel é algo mais complexo do que o objecto em si. Ou seja, "o que está na base desta situação é um medo que vem de trás e que tem como origem o desamparo e depois se projecta em medos como este ou andar de avião", defende. "O telemóvel é a ponte do afecto. É visto como o objecto de afecto pelos adultos, conclui a psicoterapeuta.

As especialistas alertam, contudo, para o facto de os pacientes apenas procurarem ajuda médica quando têm outras doenças. E lembram que associados a estes medos irracionais costumam estar ataques de pânico, crises de ansiedade e até depressões.


Tags: Ciência, saude


IN DN 10 de Janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A DOR na Perda de um filho..



A perda de um filho é uma dor, a meu ver e pela minha prática clínica, dificilmente ultrapassável. Diria mesmo que é uma das perdas nas quais não é possível fazer um luto.
O que os pais fazem muitas vezes é encontrar estratégias para funcionar, levar a sua vida (os que o conseguem) mas emocionalmente a ferida continua aberta.

A perda de um filho é uma “ferida impossível de cicatrizar”.
E isto porque a perda de um filho é um acontecimento contra a lei e ordem natural da vida, e os pais que ao conceberem um filho vêem neles a sua continuidade, quando perdem um filho perdem parte de si também!

Importa distinguir, porém, a perda de um filho por morte ou por desaparecimento.

Ambas são perdas inultrapassáveis, porém os mecanismos psicológicos são diferentes numa e noutra perda.

Na morte de um filho, há um fim para aquele que parte. A dor é terrível, mas os pais podem velar, podem chorar, podem fazer a despedida e enfrentar a morte ou a partida do filho. Sabem o que lhe aconteceu, a perda é real, concreta. E Isto dá-lhes a oportunidade, e obriga-os, por mais doloroso que seja a enfrentar a realidade e como tal dá-lhes a possibilidade de fazerem esse luto e transformar essa dor.

Na perda de um filho por desaparecimento, o processo a nível mental é bem mais doloroso, porque aqui não é possível fechar o ciclo, fazer o luto, nem recomeçar uma nova vida. A vida dos pais fica suspensa. Não podem desistir, nem perder a esperança, porque não sabem o que aconteceu, e se a morte é real ou não. Se desistirem é como se estivessem a abandonar o filho, porque existe a hipótese mesmo que remota de que o filho pode estar vivo. Enquanto os pais não puderem “ver o corpo” do filho, e realmente confirmarem a perda, não conseguem parar este processo. Não podem desligar-se de um filho, “enterrá-lo”, fazer o luto, sem a certeza de que está vivo ou morto. Nestes casos, a vida dos pais fica suspensa numa procura permanente e ostensiva do filho. Nestes casos não é mesmo possível ultrapassar a perda.

A ajuda de técnicos especializados, psicólogos, psicoterapeutas, assim como os grupos de apoio com o mesmo tipo de dor, são fundamentais para ajudar os pais a fazer a sua caminhada na dor e a gerir de uma forma mais pacífica as suas emoções evitando desta forma a desorganização total destes pais.

Que tipo de sentimentos desperta esta situação na família?

O tipo de sentimentos que a perda de um filho desperta no seio da família depende de vários factores, tais como: o tipo de morte (morte súbita por acidente, morte por doença prolongada, suicídio, etc), ou desaparecimento; e depende também e obviamente do tipo de relações e proximidade entre os elementos da família.

De qualquer forma, uma forma mais global, a perda de um filho provoca sempre um desequilíbrio no sistema familiar.
A perda de um filho provoca sentimentos de raiva, culpa, tristeza, depressão, desejo de abandono da vida, que cada um dos elementos sente não só dentro de si, como projectam nos outros elementos da família, criando alguma tensão familiar.

Vários estudos apontam que grande percentagem de pais que perdem um filho acaba por se divorciar. Este aspecto pode não só ter a ver com as acusações recíprocas que podem ocorrer, mas também uma forma de fugir daquela realidade, do contexto onde existia um ser que agora não está mais presente. É como se a separação lhes permitisse apagar o passado e recomeçar de novo.

Um dos acontecimentos que se verifica nas famílias, é o silêncio, o vazio, a perda da capacidade de comunicação, não conseguem falar sobre o acontecimento, sobre o que sentem. Este isolamento provoca um grande sentimento de solidão e distanciamento entre os elementos da família numa fase em que mais do que nunca deveriam estar unidos.

Claro que este desligamento não é intencional, mas é muitas vezes uma forma de mostrarem aos restantes elementos da família que estão a conseguir ultrapassar, que não dói, com receio de despertarem a dor um nos outros. O que não é real, porque é inevitável que num processo de luto todos estejam a sofrer e mais saudável do que “abafar a dor” é exteriorizá-la, partilhá-la, porque aí quer pais quer irmãos, sabem que não estão sós na sua dor, que faz parte do processo, e poder-se-ão abrir e receber ajuda uns dos outros.

O desenvolvimento de sentimentos de culpa é inevitável?

Sim. È inevitável que todos se questionem, se ponham em causa, o que poderiam ter feito ou evitado que a situação acontecesse.

E obviamente que dependendo das circunstancias em que aconteceu a culpa é maior ou menor, e a pessoa consegue ou não ultrapassar a situação.

Mais uma vez, também aqui ajuda especializada é fundamental. Pois muitas vezes a interiorização da culpa pode dar origem a processos de auto-destruição: consumo abusivo de álcool, sobre medicação, entre outras.

No caso de uma família que perde um filho, o que acaba por acontecer aos restantes? Existe um desligamento do filho que fica?

Numa família com mais de um filho, a perda de um dos filhos, altera toda a dinâmica familiar e traz obviamente consequências para o filho que fica, porque inevitavelmente, os pais “perdidos na sua dor” acabam por ter pouca disponibilidade afectiva e emocional para dar atenção ao filho que fica.

No caso de desaparecimento de um filho este acontecimento é muito evidente, os pais tão absorvidos pela busca do filho que perderam, todas as suas forças e energias ficam canalizadas para o acontecimento, “esquecendo-se” um pouco das necessidades do filho que fica. E isto deixa muitas vezes marcas nos filhos que ficam, que por vezes sentem que não há espaço para eles no pensamento, nem na vida, nem no coração dos pais, colocam mesmo em causa o que representam para os pais, o que os pais sentem por eles, como se só irmão existisse no pensamento dos pais. Nestes processos, é fundamental que os pais tomem consciência deste facto para que consigam de alguma forma minimizar os seus efeitos. A presença de alguém da família, os avós por exemplo, presente no seio familiar, disponível para este filho que fica, pode também ajudar a minimizar, desta ausência afectiva dos pais.

Que tipo de consequência surgem em pais que perdem um filho?

A dor enorme produzida pela perda de um filho dificilmente ultrapassável conduz muitas vezes, se não houver ajuda de psicólogos ou psicoterapeutas a uma detiorização da saúde mental conduzindo a depressões profundas, a uma desistência da vida e por vezes a uma retirada total da realidade.

Em média quanto tempo poderão demorar a ultrapassar esta situação?

Como já referi a perda de um filho é uma ferida que é para toda a vida, porém é importante que embora emocionalmente a ferida continue por toda a vida, os pais consigam recomeçar a funcionar. NO fundo é importante que passado algum tempo, diria que entre os 6 meses e um ano após o incidente, os pais consigam retomar as suas rotinas diárias, o seu trabalho, a sua vida social.

Se isto não acontecer é importante pedir ajuda, porque significa que não estão a conseguir ultrapassar a dor e correm o risco de ficar “presos” nessa dor. Nestas condições, e se não houver ajuda, começam a surgir condições para que a doença mental se instale, e se inicie um processo de desorganização mental. È a entrada no chamado “Luto Patológico”.

A Esperança acaba por ser um mecanismo psicológico de refúgio?

Não diria que a esperança seja um espaço de refúgio, mas é aquilo que é possível a qualquer pai e a qualquer ser humano fazer quando não tem a certeza do que aconteceu.

Estatisticamente, quando um filho desaparece, a probabilidade de ele estar vivo, num outro qualquer lugar, é tão real e igual ou mesmo superior do que ele estar morto. Como tal, não é coerente internamente para qualquer pai, deixar de acreditar que não é possível encontrar o seu filho ou desistir de procurar, porque isto significa abandonar o seu filho, e este fenómeno vai contra os instintos paternais de protecção da sua cria. No fundo os pais continuam a lutar até chegarem a uma certeza.

Como vêem as crianças o desaparecimento de amigos da mesma idade? Pode criar algum trauma nas crianças?

As crianças têm uma maior flexibilidade na sua organização mental e há coisas de que ainda não têm muita consciência, entre elas a questão da morte.

Claro, que surgem na criança muitas questões, dúvidas, mas a sua capacidade de integração da realidade é relativa e portanto, ficam pensativas, fazem perguntas, ficam tristes, mas passado algum tempo, ultrapassam a situação sem qualquer trauma.

Que impacto têm casos como o desaparecimento de Maddie na sociedade? Que tipo de reacções cria nas pessoas? Nomeadamente medo nas crianças?

Penso que casos como Maddie nos fazem a todos pensar seriamente no assunto, no que sentiríamos enquanto pais na mesma situação, na maldade que existe no mundo, e como é que é possível estas coisas acontecerem. Desperta os nossos medos, traz ao cimo as nossas inseguranças, e faz-nos aumentar as nossas defesas.

As crianças também ouvem e se questionam, mas rapidamente esquecem e ultrapassam a situação. Os medos e as inseguranças só permanecem nas crianças se os adultos à sua volta também insistem em lhe passar a mensagem de um mundo assustador e de adultos que fazem mal às crianças e isto obviamente não é saudável para nenhuma criança. È fundamental que as crianças tenham uma imagem segura e tranquila do mundo à sua volta, e que tenham a certeza de que nada lhes acontece porque têm adultos suficientemente fortes e protectores à sua volta que os protegem das coisas más.

Muitas vezes os adultos tentam proteger as crianças alertando-as para os perigos e falando-lhes das coisas más para que elas tenham atenção e cuidado: Porém o que acontece é que a criança não tem capacidade para gerir estes aspectos internamente e vai desenvolver medos e vai crescer assustada, o que não é nada saudável numa criança

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Acerca da Depressão..Mitos e Factos!


A depressão é uma doença do foro mental cuja incidência tem aumentado muito em Portugal.

Considerada a doença do século XX, parece que já se tornou parte da vida das pessoas como se fizesse parte do corpo, como um órgão vital com funções específicas, ao ponto de poder durar uma vida inteira sem que a pessoa procure tratar-se.

Assim, quando alguém diz que está deprimido, ou se refere a alguém deprimido dá um tom de pouca importância ao assunto, e reforça que a pessoa precisa de ter força de vontade como se isso bastasse para o curar.
 No entanto, acho pela minha experiência clínica que o facto de se falar tanto nesta doença não significa que exista um esclarecimento correcto acerca dela.
Ninguém se cura só com força de vontade e com pensamentos positivos.

Já referi noutro post sobre o tema, que a industria farmacêutica chamou a si a “cura” da depressão e a partir da “geração Prozac”, tudo se resolveu com medicamentos, porque é um negócio da china para a indústria farmacêutica. Toma-se antidepressivos durante seis meses ou mais e a pessoa fica curada.... Mera Ilusão!!

Se a pessoa estiver realmente deprimida os medicamentos ajudam durante um tempo, mas assim que os deixar de tomar volta a ter os mesmos sintomas.

Se é verdade que muitas depressões são reactivas a acontecimentos de vida, também é verdade que na sua maioria o que está por detrás duma depressão é a falta de amor, ou a percepção disso, sendo que para a pessoa isso é real, sendo na maioria das situações inconsciente. A pessoa tem uma tristeza profunda, mas não sabe a sua origem. A tristeza torna-se egosintónica e faz parte do indivíduo como um órgão vital.

Ficar deprimido por perda da saúde, ou de um casamento, ou da perda de alguém querido, numa fase inicial, não é depressão, é luto, embora os sintomas possam ser idênticos.
O que distingue a depressão do luto é a continuidade dos sintomas por demasiado tempo.



Por outro lado a maioria do que existe escrito acerca da depressão aponta como causas défices ao nível dos neurotransmissores. Embora isso seja uma realidade já comprovada esses resultados verificam-se porque o estado mental da pessoa é que vai originar isso.
O homem é o único ser vivo que consegue mudar a sua biologia através do pensamento. Cerca de 80% das doenças que existem são de origem psicossomática, ou seja, resultam de estados mentais doentes.
Aquilo que a mente não consegue elaborar o corpo arranja forma de exteriorizar. Asmas, Colites, Cólon Irritável, dores de cabeça crónicas, dores de estômago persistentes, úlceras, eczemas de vários tipos, são doenças ligadas ao psiquismo humano, que por base tem sentimentos depressivos de falta de afecto, de origem relacional, porque existem doenças (AVC, Tumores, Demências etc.) que podem ter sintomas depressivos.

Sendo Portugal um pais que não acompanhou o desenvolvimento da importância das ciências psicológicas ao mesmo nível dos outros países, ainda há muita relutância em admitir que os psicoterapeutas (existem muito poucos porque as sociedades cientificas que os formam admitem um numero reduzido de alunos por ano, para além de que é uma formação longa e cara) tem um papel fundamental na resolução da maioria das doenças mentais, sem ser necessária intervenção psiquiátrica e terapêutica farmacológica.

Por outro lado o que as pessoas procuram é um tratamento de resolução mágica e rápida sem terem que despender qualquer tipo de esforço, seja ele mental ou financeiro. Claro que isso não existe!

 A psicoterapia é um processo que leva algum tempo e temos que considerar que é um investimento. Agora o que eu acho é que esse investimento vale a pena porque não tem volta atrás, ou seja, mesmo que a pessoa interrompa a psicoterapia depois de alguns meses, os ganhos mantém-se e o funcionamento é sempre melhor a todos os níveis futuramente.

A Psicoterapia , como método de tratamento, na depressão e na maioria dos casos,  consegue ao fim de algum tempo, melhoras significativas e muitos resolvem-se em médio prazo (mais ou menos um ano), ganhando a pessoa uma melhoria da qualidade de vida ao nível pessoal, social e de saúde física.

O que faz com que as pessoas resistam muitas vezes a procurar ajuda, não é só o dinheiro (os psicoterapeutas geralmente não tem preços fixos, são quase sempre negociáveis), mas a perda de fé nas relações humanas, porque aquilo que se vai passar na terapia é uma nova relação.
Se as relações primárias (pais ou cuidadores) não foram seguras, ou sentidas inseguras, porque por vezes o que existe é uma fantasia dessas relações (mas é real para a pessoa) então como é que uma relação com outra pessoa vai ser boa?

A relação terapêutica ainda assusta quem quer procurar ajuda, no entanto é pela relação que a “cura” se obtêm, porque foi pela relação que a doença se instalou.

Na génese da depressão, ao contrário do que muito por ai se diz, está uma falta básica. Faltou o amor, ou antes, o sentimento de ser amado! Por isso, a depresão, é considerada uma doença dos afectos.

O amor é o alimento da alma, porque nem só de pão vive o homem.

"Mais amor, Menos doença"


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Workshop de Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal




"Conhece-te a ti mesmo" Sócrates, séc. V a.c


Lisboa, SÁBADO,  30 de Janeiro de 2010.


LOCAL: Policlínica do Areeiro, Av. Guerra Junqueiro, nº 15

Dinamizadora: Maria de Jesus Candeias (Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta)


Duração: 6 horas das 9h30 às 17h.

Destinatário: Homens e mulheres com mais de 17 anos.


Preço: 45 Euros (pagamento no acto de inscrição). Desconto de 20% para estudantes


METODOLOGIA: Dinâmicas de Grupo, Jogo da Transformação..


DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO: 25 de Janeiro de 2010.


Limitado a 12 participantes.


Informações e Inscrições: Policlínica do Areeiro, Tel.. 21 843 93 19 (14h às 20); ou Tlm:96 23 62 861 ou Tlm 91 991 82 25  ou email: jesuscandeias@gmail.com

Objectivos Específicos Workshop:

1. Identificar e exprimir o próprio estado de espírito; tomar consciência das próprias modalidades de reacção às situações.

2. Tomar consciência da postura que se assuma na vida, da capacidade de se expor e das próprias inibições.

3. Observar e tomar consciência dos aspectos positivos e negativos da própria personalidade

4. Analisar medos e receios que condicionam o comportamento e a livre expressão do SER

5. Favorecer a livre expressão dos próprios desejos de mudança; tomar consciência das próprias necessidades e condicionantes.

6. Jogos de Transformação


A Importância do Auto-Conhecimento

Todos nós percorremos um caminho de crescimento pessoal ao longo da vida.
Somos o resultado de uma vida repleta de experiências: umas boas outras menos boas, que nos deixam marcam e condicionam a nossa forma de ser, de estar e de nos relacionarmos com os outros.

Certas vivências por serem demasiado dolorosas, são remetidas pela nossa mente para um nível inconsciente, como forma de protecção. Muitas das nossas emoções e sentimentos registam-se a um nível inconsciente.

O auto-conhecimento é a ponte que nos permite aproximar de nós mesmos, do nosso "OUTRO EU", dos nossos medos e sentimentos que, mesmo inconscientes, condicionam, muitas vezes, os nossos comportamentos e atitudes.

O auto-conhecimento é o caminho para nos relacionarmos de uma forma mais genuína com nós próprios e com o mundo exterior. Quanto mais nos conhecermos, melhor percebemos que a nossa vida é consequência do que sentimos e construímos interiormente.

O Desenvolvimento Pessoal é um processo longo e por vezes doloroso e que passa pelo auto-conhecimento, no fundo pela tomada de consciência e aceitação dos processos que ocorrem no nosso interior e que nos permitem alcançar um desejado e merecido estado de Satisfação.

Este crescimento passa pelo desenvolvimento de competências pessoais, emocionais e relacionais.

Este Workshop será uma primeira experiência a Viajar dentro de si!



domingo, 1 de novembro de 2009

A Criança face ao Divórcio dos pais...



O divórcio dos pais é sempre um acontecimento doloroso e marcante na vida da criança qualquer que seja a idade.

Em idades precoces, pré – escolares, os efeitos não tardam a surgir, a criança fica agitada, confusa e sente-se muito vulnerável, tendendo a culpar-se “ o pai foi-se embora porque eu sou mau” entre outras coisas que assentam sempre na sua responsabilidade pela separação dos pais.
As crianças pequenas como ainda são muito auto-centradas tendem a culpabilizar-se, assumindo a responsabilidade pelo que aconteceu entre o pai e mãe.

Quando são mais velhas, em idades escolares, sobrevêm a tristeza e a depressão na maioria das situações, transtornos psicossomáticos (dores de cabeça, dores de barriga, vómitos, diarreia etc.), em ambas as situações existe prejuízo para um bom decorrer da adolescência e adulticia.

As figuras parentais são fundamentais para a forma como se vão desenvolver os processos psíquicos da criança após a separação. Digo figuras parentais, porque nem sempre são os pais biológicos a desempenharem esse papel.

Não raras vezes, o que acontece é que na situação de divórcio o casal está muito embrenhado na situação e pouco disponível para os filhos. A  ausência de interacções protectoras e segurizantes decorrentes dessa fase podem resultar em dificuldades  na criança ao nível do relacionamento com amigos, professores, familiares e da própria criança consigo mesma.

O divórcio dos pais quando é mal integrado pela criança, quando a criança se sentiu arma de arremesso entre o casal, quando um dos pais utiliza a criança para denegrir a imagem do outro, faz chantagem, ameaça, agride, entre outras situações, pode comprometer um bom desenvolvimento emocional no futuro.

Ainda que o divórcio seja entre o pai e a mãe, a criança também passa por essa separação, pois tem que separar o que outrora tinha unido dentro de si. A negação e a recusa vão actuar impelindo a criança a fazer tentativas de juntar os dois. É uma perda que aos olhos da criança pode ser reversível, alimentando a esperança e a ilusão que isso vai acontecer.

Durante muito tempo a criança vai dedicar-se a encontrar estratégias de reconciliar os pais e voltar a tê-los de novo perto de si. Nessa fase de tentativa de os aproximar as actividades escolares vão ser deixadas de lado, as notas vão baixar, o interesse pelas brincadeiras diminui, os seus interesses e fantasias vão estar ocupados com essa tarefa.

Nem sempre o divórcio é um factor de estabilidade para a criança. O facto de poder estar longe de brigas e agressões que possam existir, faz com que perca na mesma a sua referência da família, e em muitas situações começam as brigas novamente sendo a criança o elo de ligação e o correio entre os pais.

Quando a criança tem 10 -11 anos e mais, um dos sintomas que aparece é começar a apresentar uma maturidade que na realidade não tem. Adopta posições de distância com um controlo excessivo de si mesmo, a fim de negar os sentimentos de vergonha e neutralizar a ansiedade, bem como sondar os limites da situação familiar, face a uma nova realidade. Nessa fase pode ser impelido a experimentar drogas e álcool e a iniciar a vida sexual como forma de arranjar companhia e combater o sentimento de abandono gerado pelo desfazer da família.

Muitas crianças e adolescentes não aceitam a separação e começam a agir essa dor com comportamentos agressivos manifestado hostilidade e desgosto. Com frequência culpam o conjugue como qual vivem, normalmente culpam a mãe por não ser capaz de manter a família unida. Quando visitam o outro conjugue seja o pai ou mãe não se atrevem a manifestar o desgosto com medo de perder mais essa relação e a família com receio de acabar com uma relação já de si insegura.
Porém, mais vale ter uma relação insegura que ser abandonado, sentimento que acompanha sempre a criança. Apontam algumas estatísticas que dois meses depois de decretado o divórcio menos de metade dos pais vê o filho apenas uma vez por semana. Passado um ano mais de metade nem sequer a visita.

O perigo de desequilíbrios psicológicos por causa do divórcio dos pais aumenta se a criança já tem predisposição para ser vulnerável por antecedentes familiares de depressão, pela própria perda ou pelo reavivar na memória de outras perdas mais precoces, como por exemplo uma ausência prolongada da mãe ou do pai sentida como abandónica.

O divórcio não significa um ponto final no confronto entre os pais, por vezes eles estão apenas a começar, o casal reaviva os problemas, não se consegue descentrar dos seus problemas e não consegue gerir em conjunto as coisas do filho mais simples, como comprar roupa, uma saída com amigos, a imposição de um limite. Se um diz não, o outro para ser melhor diz que sim. Assim se vai instalando a confusão mental na criança que se vê quase sempre no meio dos pais em que cada um denigre a imagem do outro a cada dia que passa.

O impacto do divórcio na criança depende sempre da estabilidade do progenitor com quem ficar e da relação saudável ( dentro do possível num contexto de separação) que os pais consigam quer estabelecer entre si, quer com as crianças.

Muitas vezes, a fragilidade afectiva dos pais a seguir ao divórcio faz com que fiquem incapazes de atender as necessidades dos filhos.
 A criança sofre imenso quando é utilizada como instrumento de negociação entre os pais e quando pai ou mãe estão deprimidos e a tentam absorver como busca de companhia e apoio. Desgastam afectivamente a criança/ adolescente que se viu forçada a ser o amparo do progenitor deprimido.

Em situações destas a busca de ajuda especializada poderá evitar graves prejuízos na vida futura da criança.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

WORKSHOP: GESTÃO DE STRESS




Lisboa, 21 de Novembro de 2009 (Sábado)





LOCAL: Policlínica do Areeiro, Av. Guerra Junqueiro, nº15 2º

Duração: 6 horas das 10h às 13h e das 14h às 17h);

Preço: 45 euros. Desconto de 20% para estudantes e protocolos.

Informações e Inscrições: 218 439 319 (das 14h às 20h); 96 23 62 861; 91 991 82 25 ou email: jesuscandeias@gmail.com

Data Limite de Inscrições : 19 de Novembro 2009.

Destinatários: Todos aqueles que pretendam adquirir ferramentas práticas para compreender e gerir proactivamente o Stress, utilizando seu potencial positivo e as suas consequências negativas sobre o trabalho, a saúde a vida familiar e social.

Objectivos: Adquirir conhecimentos e estratégias de auto-controlo na prevenção e na gestão de situações de stress.

Metodologia: Exposição teórica, Dinâmicas de grupo, jogos pedagógicos, estudo de casos e debates.

Conteúdo Programático:

1. Auto-avaliação de factores de Stress;

2. O que é o Stress?

3. Eustress e Distress

4. Causas emocionais, sociais, e organizacionais geradoras de Stress

5. A doença como resultado do Stress

6. Efeitos psicossomáticos

7. Abordagem curativa vs preventiva

8. Métodos de autocontrolo

9. Mudança de hábitos

· Motivação e Responsabilidade

· Gestão de factores geradores de Stress

· O Resgate da Qualidade de Vida.

10. Técnicas de autocontrolo e gestão de Stress.

Dinamizadores:

Dra. Maria de Jesus Candeias, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta. Formadora Profissional.

Dr. Fernando Mesquita. Psicólogo Clínico, Sexólogo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Castigos infantis. Para usar, mas não abusar !

Admitir que já se deu uma palmada a um filho é uma confissão penosa, mas há quem defenda que é castigo que pode ser usado - não como regra, mas como último recurso.


Alguma vez deu uma palmada ao seu filho? Sim ou não? A resposta é simples, só que boa parte dos pais tem dificuldade em confessá-la. Há sempre aqueles que dão voltas e voltas à conversa para no fim, muito a custo, admitirem que, afinal, houve uma vez ou outra em que, não conseguiram evitar, e acabaram por levantar a mão. Logo de seguida vem o remorso e instala-se a dúvida de não saber se falharam na educação das crianças. Para os papás que estão à espera que alguém os liberte da culpa, fiquem desde já conscientes de que essa tarefa é complicada.



Toda a gente está contra a palmadinha. A começar pelas Nações Unidas que há década e meia tenta convencer os 47 estados-membros a abolir a prática. E a terminar em Portugal que, em 2007, alterou a legislação para punir os castigos corporais. A lei não é nova, mas poucos adultos desconfiam que dar uma palmada ao filho é crime. A acrescentar há ainda o Conselho Europeu que desde 2008 tem a campanha "Levante a Sua Mão Contra a Palmada" para promover a educação positiva.

Ninguém portanto vai contra a corrente. Ou quase ninguém. John Rosemond é dos poucos pedagogos que desafiam os pais a recorrerem à palmada para educar os miúdos como forma de pôr um travão a um comportamento inaceitável. No seu livro "To Spank or not to Spank" ("Bater ou não Bater - Manual para Pais", editado pela Gradiva) o psicólogo americano não só assume a importância da palmadinha na educação das crianças como ensina os adultos a fazê--lo de forma correcta. O castigo deve ser aplicado na palma da mão ou, então, no rabo coberto de roupa.

Bater deve ser encarado como mais um recurso disciplinar ao alcance dos pais, mas aplicado com parcimónia, adverte o psicólogo infantil - uma vez por semana é muito para crianças pequenas; uma vez por mês é aceitável aos cinco ou seis anos; e ineficaz a partir dos nove ou dez anos de idade. As palmadas, em si, de nada servem se não surgirem imediatamente após o mau comportamento e sem uma "curta explicação" adicional para a criança perceber que se trata de uma consequência do seu acto. Caso contrário, avisa Rosemond, só agrava a má conduta. Usar as palmadas como forma de ultrapassar as próprias frustrações é a principal proibição imposta pelo director do Centro Para a Educação Parental Positiva, uma instituição vocacionada para o desenvolvimento infantil.

Mais do que previsíveis foram os insultos de que Rosemond foi alvo de colegas, pais e futuros pais, mas o certo é que a sua teoria não é de todo inválida para uma boa parte dos pedagogos portugueses. Sempre com as devidas ressalvas, advertem os especialistas. Desde já, a palmada é só o último recurso a usar quando todos os outros falharam. "Bater nunca é a solução, mas isso não significa que, muito pontualmente, uma palmada não resolva um problema", diz o pediatra Paulo Oom, esclarecendo que o castigo não pode ser recorrente.

A psicoterapeuta Cristina Nunes reconhece que o tema divide muito os especialistas, mas também admite excepções à regra: "É sempre de evitar, mas poderá ser usada como um reforço negativo e como última opção." É aquilo a que os especialistas em educação chamam de "palmada pedagógica" que, a ser aplicada, nunca deve ser banalizada, explica a psicóloga clínica Maria de Jesus Candeias: "Se for prática frequente, a criança não aprende nada e só irá agir por medo, além de copiar o modelo dos pais nas suas relações com os outros miúdos." Alternativas às polémicas palmadinhas não faltam. São as outras punições que podem ser aplicadas entre os dois e os 12 anos.

Retirar um privilégio ou privar a criança de um prazer são as estratégias mais eficazes. "A punição só entra na educação como o factor menos importante", conta Paulo Oom. Afecto e estimular os bons comportamentos estão em primeiro lugar, insiste o pediatra. O castigo pode ir da proibição de jogar videojogos ou ver televisão até retirar o brinquedo preferido: "Não há receitas únicas, o que resulta com um filho, pode não resultar com outro irmão", defende Cristina Nunes.

O castigo evolui à medida que as crianças crescem, mas há outros factores ainda mais importantes a ter em conta: "Não há idade para o castigo, existe sim uma responsabilização que deve ser exigida ao longo dos anos e ainda uma confiança que os pais devem estabelecer com os filhos." Para os mais preocupados com as consequências das punições, a psicoterapeuta deixa bem claro que os castigos não causam traumas nem interferem com o desenvolvimento da criança.

Mas só resultam mediante três condições, diz Maria de Jesus Candeias: "Têm de ser aplicados imediatamente após o acto, serem proporcionais à travessura e, sobretudo, coerentes." Significa isto que depois de aplicar a punição, não há como voltar a trás: "Muitos pais perdem o controlo porque um dia decidem castigar e, no outro dia, o mesmo erro da criança já não tem qualquer consequência." O ideal, aconselha Cristina Nunes, é que o castigo seja sempre pré-estabelecido: "Antes de fazer qualquer coisa de errado, a criança tem de saber que vai sofrer uma consequência."

por Kátia Catulo, Publicado em 05 de Setembro de 2009 Jornal i

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