quarta-feira, 26 de maio de 2010

Insónia, Ansiedade e Depressão

A insónia é, talvez, o distúrbio do sono mais conhecido, bem como o mais frequente.

A insónia é a dificuldade em conciliar o sono ou permanecer adormecido, ou uma alteração no padrão do sono que, ao despertar, leva à percepção de que o sono foi insuficiente.

A insónia não é uma doença, mas um sintoma. Pode ser consequência de diversas perturbações emocionais e físicas e do uso de medicamentos.

A dificuldade em conciliar o sono é frequente entre jovens e idosos e muitas vezes manifesta-se no decurso de alterações emocionais, como a ansiedade, o nervosismo, a depressão ou o medo.

Há mesmo pessoas que têm dificuldade em conciliar o sono simplesmente porque não experimentam cansaço, nem físico nem mental.

Porém, importa referir que as pessoas tendem a dormir menos à medida que envelhecem. Embora normais, estas mudanças no padrão do sono fazem com que as pessoas adultas pensem que não estão a dormir o suficiente. No entanto, não existem provas de que as pessoas saudáveis de idade avançada necessitem de dormir tanto como os jovens nem que requeiram medicamentos para dormir com o objectivo de evitar estas alterações normais associadas à idade.

O padrão da insónia da primeira hora da manhã é mais frequente nas pessoas de idade avançada.
Algumas pessoas conciliam o sono normalmente, mas despertam várias horas antes da hora habitual, não conseguem voltar a adormecer com facilidade e, por vezes, têm um sono inquieto e pouco reparador.

Em qualquer idade, o facto de despertar muito cedo pode ser um sintoma de depressão.
As pessoas com uma alteração no seu padrão de sono podem experimentar inversões no ritmo do sono, isto é, conciliam o sono em horas menos adequadas e não conseguem dormir quando deveriam fazê-lo. As inversões no ritmo do sono reflectem geralmente um desfasamento horário devido a uma viagem de avião (especialmente de leste para oeste), turnos de trabalho nocturno irregulares, mudanças frequentes de horários ou o abuso de bebidas alcoólicas. Por vezes, devem-se ao efeito secundário de um fármaco.

O padrão de sono pode ver-se alterado por lesões no relógio interno do cérebro (provocadas por uma encefalite, uma doença de Alzheimer, por exemplo).

Podemos identificar vários tipos de insónias:

A insónia psicofisiológica é caracterizada por elevados índices de activação e associações adquiridas relativamente ao sono, que estão relacionados com uma enorme preocupação com a incapacidade de dormir.

À percepção inadequada do sono, ou seja, quando o indivíduo tem a noção que não dorme, embora a repercussão diurna não seja compatível com isso, dá-se o nome de insónia paradoxal.

A insónia idiopática tem um início progressivo desde a infância e sem evidência clara de qualquer problema subjacente.

Também poderá ocorrer a insónia originada por distúrbios mentais, em especial aqueles que estão associados a alterações de humor ou a uma doença afectiva, como a ansiedade ou a depressão.

Outras situações são a insónia por higiene inadequada do sono, devida ao uso de drogas ou substâncias (incluindo medicamentos), assim como originada por uma doença que, pela sua natureza, perturbe o sono (dor, tosse, falta de ar, etc.).

Por fim, a insónia comportamental da criança, que está ligada a uma situação identificável, como seja a ausência de objecto ou de situação habitualmente utilizada para o início do sono.

A Insónia Surge em qualquer fase da vida

Dependendo do tipo de insónia, pode surgir como manifestação em qualquer fase da vida, da criança ao idoso, sem evidência de predomínio segundo o sexo.

Podemos apontar como consequências das insónias:

Se as manifestações mais imediatas se prendem com o cérebro (onde o sono é determinado) e têm a ver com aumento da sonolência, a diminuição das capacidades associadas à concentração, atenção, memória, aos distúrbios de humor e à diminuição da capacidade de desempenho de um modo global, a prazo, podem ser esperadas repercussões orgânicas de diversa ordem, incluindo um aumento de risco de doença cardiovascular.

Quanto à terapêutica, passa pelo tratamento da situação subjacente que condiciona a insónia.

Como grande parte das insónias são causadas por factores de ordem emocional o acompanhamento psicológico e psicoterapêutico são de extrema importância e eficácia, uma vez que vão ajudar o paciente a identificar e resolver os factores que estão a provocar um elevado nível de stress interno no sujeito e pode estar na origem da insónia.

1 comentário:

  1. MUDEI DE EMPREGO E TRABALHO EM 2 ESCOLAS E A NOITE NÃO CONSIGO DORMIR BEM SONHO COM MEUS ALUNOS DAÍ VEM A ANSIEDADE E A INSÔNIA COM VOMITOS! ME AJUDEM POR FAVOR!

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